Volkswagen – Novos modelos elétricos só na gama I.D.

O novo e-Golf é o último dos Volkswagen 100% elétricos até à chegada do primeiro modelo da futura gama I.D., agendado para 2020.

A atual gama de veículos eletrificados da Volkswagen inclui os 100% elétricos e-UP! e e-Golf, e os híbridos plug-in Golf GTE e Passat GTE, modelos que também existem com motores de combustão diesel, gasolina ou de gás natural comprimido.

A Volkswagen já anunciou o lançamento de três primeiros modelos da família I.D., todos eles montados na nova plataforma MEB desenvolvida especificamente para este tipo de propulsão. Trata-se de uma arquitetura que integra um pack de baterias na base, que pode ser extensível consoante as necessidades.

Os primeiros três modelos da gama I.D, serão um hatchback compacto (o Golf elétrico), um SUV e um furgão derivado do concept I.D. Buzz (foto acima), apresentado no Salão Automóvel de Detroit com um design inspirado na mítica Pão-de-Forma.
Elétricos ganham carroçarias próprias
O e-Golf é também o último dos veículos elétricos da marca com uma carroçaria igual à dos modelos com motores de combustão convencional, numa inversão da estratégia da Volkswagen, que até agora privilegiou a eletrificação da gama existente, ao invés de, como outras marcas, optar poe veículos específicos de propulsão elétrica. A decisão de apostar na nova gama elétrica I.D., congelou os planos de extensão das variantes elétricas e híbridas plug-in a modelos como o novo Tiguan ou o topo de gama Arteon.

A Nissan, por exemplo, é a líder mundial de veículos elétricos, com o Leaf, que sé existe com motorização 100% elétrica. Um caminho também seguido pelas marcas coreanas. A Hyundai lançou no ano passado o Ioniq, que existe apenas com propulsão 100% elétrica, híbrida e híbrida plug-in, e a Kia aposta no crossover híbrido Niro e já confirmou o lançamento de um novo modelo 100% elétrico.

A BMW criou a gama i para distinguir a sua gama de elétricos e híbridos dos modelos convencionais, apresentando-os com carroçarias próprias e um design futurista, como no subcompacto i3 e no superdesportivo híbrido plgu-in i8, embora em simultâneo tenha optado por integrar sistemas híbridos nas gamas convencionais, como as Série 2,3, 5 e 7.

A Renault também optou por uma estratégia mista, com metade dos seus modelos a derivarem de gamas convencionais – o furgão comercial Kangoo e o familiar Fluente – e os restantes dois modelos – o quadriciclo Twizzy e o citadino ZOE –, a apostaram numa personalidade própria.

E o mesmo acontece na Toyota, que a par com modelos híbridos específicos, como o Prius, está a eletrificar toa a sua gama, contando já com propostas híbridas no Yaris, Auris e nos SUVs RAV4 e C-HR.

A Mercedes-Benz, que até agora tinha seguido uma estratégia igual à da Volkswagen, acrescentando um 100& elétrico à gama dos Classe B e híbridos aos modelos das Classes C, E e S, vai alinhar-se com as suas congéneres alemãs, tendo anunciado a criação da nova família eletrificada de modelos EQ.

A propulsão elétrica é uma das grandes apostas da Volkswagen, a par com a condução autónoma e a mobilidade partilhada, A eletrificação é a obrigatória para que a Volkswagen consiga cumprir os limites máximos de 95 g/Km de emissões médias de CO2, a partir de 2021. Hoje a média de emissões da gama VW está nos 130 g/Km, o que obrigará a um enorme esforço de redução, nos próximos três anos. “O que vai exigir vários modelos elétricos, pois só com motorizações diesel e gasolina não conseguiremos atingir aqueles níveis”, explica Ricardo Tomaz, diretor de comunicação e marketing da VW Portugal, à margem da apresentação internacional no novo VW Golf.

Álvaro Mendonça