Já pensou se pudesse usar a mesma fonte de energia para fazer tudo? Em vez de usar combustível no carro e eletricidade para casa, podia usar a mesma bateria para acumular e distribuir energia por todos os seus pertences. Foi a pensar nesta forma de eficiência energética que o Laboratório Nacional de Oak Ridge criou o conceito AMIE (Additive Manufacturing and Integrated Energy, ou energia integrada para construção aditiva, em português).

O AMIE não é uma coisa, mas duas. É a combinação de uma casa com um carro. Ambos partilham a mesma bateria, e ambos foram desenhados para maximizar o aproveitamento de energia que uma pessoa pode usar. Para garantir eficiência energética máxima, tanto a casa como o carro são construídos numa impressora 3D, usando o material determinado pelo utilizador.

Deste modo, a casa pode ser criada primariamente usando materiais isolantes, privilegiando a acumulação de energia dentro de casa e minimizando as perdas térmicas, enquanto o carro é leve para poder consumir o mínimo de energia possível quando está em circulação. A casa tem apenas uma divisão, mas, tal como numa caravana, o espaço é conversível para várias utilizações.

Embora esteja ligada às utilidades públicas, incluindo a rede de distribuição de energia elétrica, não necessita de consumir energia somente desta zona. Imagine, por exemplo, que o seu carro tinha uma bateria carregada quando saiu para o trabalho, mas não gastou toda a energia acumulada quando regressou. Normalmente, ligaria o carro à tomada para recarregar a bateria durante a noite, mas até lá vai poder utilizar o restante da energia acumulada do carro, antes de recorrer à rede pública.

O Laboratório de Oak Ridge é um dos principais centros de pesquisa do Departamento de Energia, que gere a utilização de recursos públicos energéticos para o Governo do Estados Unidos. A pesquisa em redor deste conceito aponta para um uso mais racional e mais eficiente de recursos, recorrendo a materiais locais, de modo a promover uma melhor eficiência energética junto da população.

M. Francis Portela