Os testes com o conceito Hyperloop voltaram ao terreno, com a Hyperloop One, uma das empresas interessadas em construir o conceito de Elon Musk, a iniciar a primeira fase de testes para o seu projeto. Apesar do teste ter decorrido sem problemas, e do entusiasmo do público generalista com o conceito de um transporte público que consegue andar à velocidade de um avião à superfície terrestre, ficou claro que ainda existe um longo caminho a percorrer para tornar este um meio de transporte válido face às alternativas já existentes.

A Hyperloop One colocou um veículo com dimensões apropriadas (8,7 metros e 2,4 m de altura) para circular num túnel de 500 metros, com a pressão atmosférica reduzida artificialmente para simular uma altitude de 60 km acima do nível do mar. Bastou acelerar durante 300 metros com um sistema de levitação magnética (o mesmo usado por comboios Maglev) para fazer o veículo experimental levitar e atingir uma velocidade de 310 km/h. A Hyperloop One confirmou que todos os sistemas funcionaram como esperado.

Atá aqui tudo bem. O problema é que colocar os sistemas a funcionar não é um problema. Túneis de vácuo e veículos de levitação magnética já existem e funcionam normalmente. Só que o veículo deve funcionar a uma velocidade de cerca de 1000 km/h para poder viajar de Los Angeles a San Francisco em apenas meia hora, como é o objetivo, e o que falta testar é a parte mais importante: a integridade física dos túneis, a existência de folgas na estrutura, e a manutenção necessária para reparar túneis em caso de tremores de terra ou ventos fortes.

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