McLaren e a magia da fibra de carbono

A McLaren sempre esteve na vanguarda da inovação. Como equipa de Fórmula 1, foi a primeira a criar um carro do género com monocoque de fibra de carbono, em 1983. O seu primeiro carro de estrada, o McLaren F1, chegou em 1993 e também foi o primeiro modelo de estrada a usar uma monocoque de fibra de carbono. E agora, a McLaren vai abrir uma nova fábrica. Para quê? Para produzir os seus próprios chassis Monocell e Monocage, de fibra de carbono, que vão ser usados na próxima geração de modelos de estrada da marca britânica.

O que é a fibra de carbono? E porque é tão importante? Oficialmente, esta substância chama-se plástico reforçado com fibra de carbono. É um material compósito, o que significa que usa o plástico como base, e a fibra de carbono é usada como uma película fina para reforçar o material de base. Os dois elementos são colados com uma resina, e o resultado da combinação torna o produto final mais resistente a impactos.

Este material também é mais leve que tradicionais reforços de metal maciço. Isso torna-o apropriado para estruturas que necessitam de manter o peso baixo para uma utilização prática. Em engenharia, este material pode ser visto, por exemplo, na estrutura de pontes, especialmente nas suspensas. A indústria aeronáutica, por motivos óbvios, faz bastante uso da fibra de carbono. Nos automóveis, este é visto, na maioria, é carros de alta performance.

Atualmente, a fibra de carbono é o ingrediente principal do McLaren 650S e das suas variantes na gama McLaren, como os Super Series, 675LT e P1. O chassis, denominado Monocell, pesa apenas 75 kg e o seu design é proprietário da marca britânica, mas a produção é resultado de outsourcing para a austríaca Carbo Tech. A nova fábrica, cuja construção está no seu início, vai permitir à McLaren produzir diretamente o chassis Monocell, com a produção prevista para arrancar em 2020.

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