A Koenigsegg é daquelas marcas desportivas que pouca gente conhece, mas quem tem aquele amigo que gosta muito de carros, esse não vai perder tempo a explicar-lhe porque um Koenigsegg é melhor que um Porsche, Ferrari, Lamborghini ou até que “o tal Bugatti”. Isto porque Christian von Koenigsegg, fundador da marca sueca, é um verdadeiro “maluquinho dos motores”, que gosta da tecnologia, em vez dos “contabilistas” que costumam dar ordens nos outros construtores.

E como qualquer “petrolhead” à série, Christian von Koenigsegg não desiste de melhorar o motor de combustão interna, mesmo quando o mundo do automóvel avança para a eletrificação total. E como alguém que conseguido extrair mais de 1000 cv de motores de grande dimensão, Koenigsegg quer trazer o mesmo tipo de eficiência para motores mais pequenos. E se alguma vez olhou para um motor e viu que aquilo está cheio de pecinhas pequenas, o objetivo do industrial sueco é tirar essas peças todas ao motor.

Muitas peças móveis causam pequenos gastos de energia, reduzindo a eficiência. Koenigsegg fundou uma nova empresa, a Freevalve, com o objetivo de criar um novo tipo de motor de combustão. Em vez de atuadores mecânicos, o novo motor usa atuadores pneumáticos e hidráulicos com ativação elétrica para mexer as válvulas. Assim, o motor não precisa da complicada árvore de cames na cabeça do motor, nem de uma correia ou corrente de distribuição (aquela que vê ao lado do motor).

O resultado é 240 cv de potência, com um binário de 320 Nm, com um consumo médio reduzido em 15 por cento (na prática, deve ficar perto dos 5 litros aos 100 km) e produzindo apenas dois terços das emissões poluentes normais. Ou seja, é um motor 1600 com um turbo de baixa pressão, que produz a mesma potência de um 2000 turbo com alta pressão, e que deve ter um consumo semelhante a um Diesel do mesmo tamanho. Só falta colocá-lo em produção.