A Força Aérea Americana começou a usar modelos da Tesla para acompanhar o início do voo do avião de espionagem U-2. Um carro da marca americana foi visto nesta função na Base Aérea RAF Fairford, emprestada pela Força Aérea Britânica aos americanos. Mas porque é que um dos automóveis mais modernos do mundo está a fazer como “escudeiro” de um avião com um design tão antigo?

Primeiro, o U-2 continua a ser um dos aviões mais práticos para usar em missões de reconhecimento. Construído pela Lockheed desde 1957, continua a ser um dos aviões capazes de atingir uma altitude de 70 mil pés (21 mil metros), permitindo-lhe cobrir uma grande quantidade de terreno ao mesmo tempo que evita ser detetado. A última evolução técnica teve lugar em 2012, tendo o U-2 sido usado pela NATO em missões no Afeganistão.

Quanto à “parceria” com o Tesla, é justificada pela própria estrutura do avião. Com a sua envergadura de 31 metros, as asas arrastariam pelo chão antes de levantar voo, se não fossem seguras por rodas que saltam quando o avião deixa o chão. Isto torna impossível abortar um lançamento em caso de emergência. É por isso que o Tesla, que pode acompanhar o arranque do avião, é usado para visualizar qualquer problema e abortar o voo se necessário.