Realizou-se ontem em Paris a apresentação oficial do Dakar 2017. A próxima edição da maior prova de todo-o-terreno do mundo, que arranca dia 2 de janeiro em Assunção (Paraguai), terá aproximadamente 9000 km, onde mais de 4000 serão em luta contra o cronómetro estando divididos por doze intensas etapas, que colocará à prova os 491 inscritos.
Pelo ano segundo consecutivo o diretor desportivo da prova, Marc Coma, é o principal responsável pela definição do percurso. No comentário ao percurso traçado o cinco vezes vencedor do Dakar em motos não tem rodeios em afirmar que este será o “Dakar mais duro que alguma vez teve lugar na América do Sul. Será também o mais distante em comparação com os anteriores, pois iremos visitar um novo país, o noroeste da Argentina e uma parte da Bolívia que até ao momento ainda não foi explorada e que é muito diferente daquela que conhecemos”.
Marc Coma reiterou ainda que sabe qual é o “ADN do Dakar. Tem que ser uma corrida dura, onde a navegação é importante, a gestão da corrida crucial e tem de ter etapas com muita quilometragem”. Depois de em 2016 ter sido fortemente a critica a ausência de areia devido ao abandono do Chile, Coma refere que existirá muito mais “areia do que as pessoas pensam. Teremos sete etapas com areia entre a Bolívia e a zona nova da Argentina”.
Alexandre Melo/MotoSport
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