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Google aposta forte na condução autónoma

O Google Car continua nos planos da empresa, mas agora será desenvolvido sob uma nova marca para a mobilidade, a Waymo. O objetivo é produzir um carro autónomo e ser um dos atores principais na nova mobilidade

Depois da Volkswagen ter anunciado a criação de uma marca própria para a mobilidade — a Moia — é agora a vez da Google se meter à estrada com uma nova marca, a Waymo.

O colosso da tecnologia quer estar na linha da frente das novas soluções de mobilidade humana e vai continuar a desenvolver o seu Google car — um protótipo de condução autónoma, mas focar-se em aspetos mais tecnológicos do desenvolvimento de novos produtos. A Google foi pioneira na condução autónoma há sete anos, mas entretanto tem perdido a liderança para outras marcas que pretendem encabeçar o pelotão tecnológico da condução autónoma, como a Tesla, Uber e Apple, além dos construtores automóveis tradicionais, que estão agora a acelerar os seus projetos de condução autónoma.

Google focada na tecnologia

Na apresentação da nova marca para a mobilidade, o CEO da Waymo, John Krafcik explicou que o objetivo da Google não é construir carros autónomos, mas sim “desenvolver e fornecer a tecnologia para que os carros possam ser autónomos”.  Esta afirmação representa uma reorientação estratégica da Google que parece desistir do papel de “construtor automóvel” para se focar na tecnologia a bordo e nas aplicações que essa tecnologia possa vir a ter numa nova geração de produtos de mobilidade: “Há outras possíveis aplicações, como por exemplo, car-sharing, outro tipo de transportes, camiões, logística e veículos pessoais”, referiu John Krafick.

O objetivo declarado da Google é produzir tecnologia que elimine a intervenção humana na condução, em contraste com outros fabricantes que estão a desenvolver soluções de autonomia parcial que requerem sempre o papel de supervisão do condutor.

Os Goggle cars já fizeram mais de 2 milhões de quilómetros de teste em cindução autónoma, e estão agora focados em “resolver” os cenários mais traiçoeiros que os automóveis e os condutores têm de enfrentar na estrada. A condução autónoma capaz de lidar com o imprevisto precisará da ajuda decisiva de Inteligência Artificial que a Google está também a desenvolver em ritmo acelerado.

Rui Pelejão

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