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Volkswagen não quer recomprar carros despidos

Na senda do acordo da Volkswagen com as autoridades norte-americanas referente ao caso da manipulação das emissões poluentes dos motores Diesel EA189, a marca viu-se obrigada a aceitar a possibilidade de recomprar os veículos afetados caso os seus proprietários assim o desejassem.

Aproveitando essa hipótese e lendo nas entrelinhas do acordo que os veículos apenas precisavam de estar em condições de funcionamento, os proprietários decidiram lucrar um pouco mais com a situação e foram retirando peças às unidades a entregar. Exemplo disso foi o de um dos clientes da marca que entregou um Golf sem elementos como os faróis ou o para-choques, os quais terão sido, presumivelmente, vendidos a outros proprietários.

Contudo, um juiz norte-americano já deixou um alerta aos proprietários interessados em devolver os seus veículos ‘despidos’ de muitos dos seus componentes para que não o façam, sob risco de desvirtuarem o acordo de boa fé alcançado com a Volkswagen para a recompra dos veículos afetados pelo caso das emissões. Segundo uma informação revelada pelo USA Today, o juiz Charles Breyers deu o parecer de que não se pode retirar peças ao veículo que constituam parte das suas características, referindo-se ao caso de um outro cliente que, de acordo com um artigo publicado no site Jalopnik, tentou ‘revender’ o seu Golf Diesel à marca sem bancos, portas, para-choques, tampa do porta-bagagens e forros do interior.

Perante a situação de Joe Mayer, o cliente que redefiniu a noção de ligeireza automóvel ao retirar imensos componentes do seu Golf, a Volkwagen recusou-se a pagar o valor devido entre os 14.897 e os 15.557 dólares de retoma para um daqueles modelos com motor Diesel de 2010.

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Se, para Mayer, o veículo cumpre o predisposto no acordo com a Volkswagen – ou seja, locomoção adequada pelo motor 2.0 TDI -, o juiz Charles Breyers entendeu que o caso não é assim tão linear, uma vez que “claramente, o objetivo do acordo da Volkswagen era aceitar estes carro na condição em que estavam a ser conduzidos na estrada e não retirar peças aos carros”. Acrescenta, ainda, que é necessária uma noção de “atenção” por parte dos clientes que estejam interessados nestes acordos. A possibilidade de agir oficialmente numa fase posterior ficou em aberto por parte do juiz.

Pedro Junceiro

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