A Liberty Media está interessada em colocar as equipas como associadas da Fórmula 1, oferecendo-lhes ações da empresa gestora do campeonato, garantindo uma percentagem significativa dos direitos comerciais. Mesmo assim, os novos donos da F1 não querem dar poderes adicionais à equipa, afirmando que estas ações não vêm acompanhadas de direitos de voto.
De acordo com uma reportagem publicada na revista alemã Auto Motor und Sport, a Liberty Media está disposta a oferecer uma percentagem de 20 por cento dos direitos comerciais, no valor de 800 milhões de dólares, com a justificação que acionistas não se iriam embora repentinamente. Mas a Liberty Media quer que esta percentagem esteja desassociada de direitos de votos.
Basicamente, as equipas não terão direito a interferir na criação de regulamentos, na definição de estratégias e campanhas de marketing, na forma como o dinheiro será distribuído, nem na nomeação do diretor-geral. As equipas têm até ao final de janeiro para responder a esta proposta.
Bernie Ecclestone também não está garantido no futuro da F1 com a Liberty Media, mas os novos donos ainda não encontraram um nome para substituir o chefe supremo histórico do campeonato.
Paulo Manuel Costa / Autosport
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