A Caterham poderá voltar à carga com um automóvel moderno num futuro próximo. A marca britânica teve planos ambiciosos para ampliar a sua gama no passado, numa associação com a marca Alpine, como parte dos planos do então proprietário Tony Fernandes de se expandir para outras áreas do desporto automóvel e da conceção de tecnologias automóveis.
A sociedade com a Alpine acabou por se dissolver antes de se mostrar qualquer carro pronto a circular, mas a marca britânica ficou com os direitos de propriedade industrial sobre vários projetos, incluindo o Caterham C120, que devia ter partilhado a plataforma com o Alpine A120.
O atual proprietário, Graham MacDonald, revelou à revista britânica Autocar que a Caterham pretende voltar a fazer um carro moderno, diferente do tradicional Super7 (cuja base mecânica é o Lotus 7 de 1957), mas que será igualmente tradicional em alguns aspetos, nomeadamente com motor dianteiro (tal como muitos sports cars britânicos) e com motor aspirado, mas mantendo uma arquitetura de baixo peso.
Para manter o preço baixo, MacDonald admitiu que poderá aliar-se a outra marca para dividir os custos de produção e da utilização da plataforma. A Ford é o fornecedor de motores que está mais próximo da marca, pois a Caterham já usa motores Duratec na sua gama atual, mas usar a tecnologia Renault poderia fazer um motor da Aliança Renault-Nissan uma possibilidade a explorar.
Paulo Manuel Costa/Autosport
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