Adrian Newey continua a ser bastante crítico dos motores híbridos na Fórmula 1, afirmando que não se trata de nada mais que uma manobra de marketing por parte dos construtores automóveis. Os sistemas híbridos são permitidos desde 2009, com sistemas de recuperação de energia cinética, que evoluíram em 2014 para gerar mais potência.
O diretor técnico da Red Bull Racing defende há três anos que a tecnologia híbrida usada na F1 tem pouca relevância para os carros de estrada (os motores híbridos usados em Le Mans são mais parecidos com os dos modelos de produção), explicando que “a minha opinião pessoal é que, se os motores de F1 beneficiassem a tecnologia para a estrada, então os construtores que estão na F1 estariam muito à frente dos seus rivais e não me parece que seja o caso”.
Newey continua a defender que é necessário as equipas gastarem menos dinheiro, já que “a F1 devia ser uma batalha dos melhores pilotos aliada à imaginação dos engenheiros. Em vez disso, estamos a assistir a uma guerra de recursos, que beneficia o lado dos engenheiros. É difícil implementar um sistema de controlo de custos, mas seria possível implementar uma série de restrições, especialmente ao nível de desenvolvimento de chassis e da aerodinâmica, que ia obrigar os engenheiros a serem mais criativos”.
Paulo Manuel Costa/Autosport
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