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Crash-tests salvaram 78 mil vidas

A EuroNcap está a celebrar 20 anos desde que foram realizados os seus primeiros testes de colisão, demonstrando a evolução na proteção dos automóveis através da comparação entre o Rover 100 de 1997 e a atual geração do Honda Jazz.

A EuroNcap celebra, a 4 de fevereiro, duas décadas desde que foram realizados os seus primeiros testes de colisão, e recordou que estas avaliações permitiram evitar a perda de 78000 vidas nas estradas europeias nos últimos 20 anos. Além disso, a estes números terá de ser ainda adicionada a redução dos feridos graves e ligeiros, que ajuda a demonstrar a importância desta entidade, embora tenham sido publicadas estatísticas para estes números. Para demonstrar a evolução na proteção conferida pelos automóveis em solo europeu, a EuroNcap publicou também um vídeo onde compara as análises a um dos primeiros automóveis que testou, o Rover 100, e a mais recente geração do Honda Jazz, que passou pelo seu crivo em 2015.

Ao longo de 20 anos foram realizadas 630 baterias de testes, nas quais foram analisados 1800 automóveis, tendo sido gastos 160 milhões de euros nestas avaliações. No entanto, a sua importância é confirmada pelo facto de 90% dos novos automóveis comercializados na Europa já passarem pelo olhar atento da EuroNcap, bem como pelo papel que esta organização teve na promoção de tecnologias que ajudam a salvar vidas. É o caso dos airbags, ESP ou alerta de utilização do cinto de segurança, sistemas de proteção que a EuroNcap ajudou a tornar obrigatórios em todos os novos automóveis em solo europeu.

Os primeiros testes

Foi a 4 de fevereiro de 1997 que foram realizados, com o apoio da FIA, ICTR (entidade internacional de crash-tests) e os governos do Reino Unidos e Suécia, que foram realizados os primeiros testes da EuroNcap, que nessa altura contemplavam uma avaliação entre 1 e quatro estrelas. No entanto, na primeira análise, em que foram avaliados sete compactos, nenhum obteve a nota máxima. Os Ford Fiesta e Volkswagen Polo lograram obter as três estrelas, enquanto os Opel Corsa, Renault Clio, Nissan Micra e Fiat Punto se ficaram pelas duas estrelas. O pior resultado foi o do Rover 100 que pode ver no vídeo deste artigo, com a nota mínima de 1 estrela. Nessa altura os grandes fabricantes criticaram a exigência dos crash-tests, afirmando que não seria possível a ninguém alcançar as quatro estrelas, uma visão desmentida logo no Verão de 1997 quando o Volvo S40 foi o primeiro a obter a nota máxima.

Para demonstrar a evolução dos automóveis nas últimas duas décadas, basta olhar para os resultados obtidos pelos 25 automóveis avaliados pelo EuroNcap em 2016, em que nenhum teve nota negativa. Deste lote, 14 obtiveram a nota máxima (que entretanto subiu para cinco estrelas), enquanto 5 viaturas ficaram com 4 estrelas e apenas 6 se cifraram pelas três estrelas. Nestas análises mais recentes, convém ainda recordar a introdução do novo parâmetro para as assistências integradas no automóvel e a possibilidade de avaliar os automóveis nas versões-base e com os packs de segurança opcionais, demonstrando como a escolha destes equipamentos pode ser a diferença entre a vida e a morte dos ocupantes. De referir ainda que no ano de 2017 foram já avaliados três automóveis, e se os Volvo V90 e S90 conseguiram a pontuação máxima, a surpresa foram as duas estrelas obtidas pelo Ford Mustang. Uma situação que a marca já afirmou que será revertida com a recente renovação da gama do modelo, que contará com novas soluções para garantir maior salvaguarda do condutor e ocupantes do Pony Car.

 

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