A Fórmula 1 vai renovar-se este ano, com carros mais barulhentos e aspeto mais agressivo, que promete lutas mais animadas. Tal como era antigamente. Mas, vamos ser sinceros, também não vai durar para sempre. Os atuais motores híbridos desaparecer e é a Fórmula E que mostra o futuro do que será a categoria rainha do desporto automóvel.
A Spark Racing Technology, que constrói o chassis de todos os carros usados atualmente na Fórmula E, apresentou a sua proposta para o monolugar que vai ser usado a partir de 2018. É um design inovador, mais seguro que a Fórmula 1 atual, com rodas tapadas e cockpit tapado. Mas mais importante é o ênfase na eficiência aerodinâmica em vez da carga aerodinâmica, mais relevante para os carros de estrada.
Atualmente, a Fórmula 1 usa uma combinação de motores 1600 V6 turbo com sistemas de recuperação de energia, para quase 1000 cv de potência. A Fórmula E usa motores completamente elétricos, que para já geram o equivalente a 272 cv. Mas enquanto a F1 tem Mercedes, Honda, Renault e Ferrari, a Fórmula E já conta com a Audi, BMW, Jaguar, Mahindra, Renault, Venturi e Citroën-D, e a Honda, Mercedes e Ferrari admitiram estar de olho no campeonato.
Eventualmente, a médio prazo, a Fórmula E deverá mesmo tornar-se a Fórmula 1. Afinal, não vai haver justificação para gastar centenas de milhões de euros no desenvolvimento de motores a gasolina, quando todos os carros de estrada passarem a ser elétricos.
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