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Águias para caçar drones em aeroportos

A proliferação dos drones está a criar problemas de segurança na maior parte dos aeroportos. O potencial de ameaça terrorista que a nova geração de drones encerra obriga as autoridades a criarem novos sistemas de defesa anti-aérea. Em França, vai ser um velho sistema — águias.
Com a falta de regulação e a proliferação de drones de recreio, as preocupações com a segurança aérea, especialmente em aeroportos, estão a aumentar e muitos países estão a desenvolver sistemas de defesa, para evitar que drones atravessem o espaço aéreo e as linhas de aterragem dos aviões. Não são os drones recreativos e amadores que constituem uma ameaça à segurança de aviões e passageiros. Na Síria, o Estado Islâmico utiliza drones armadilhados para atacar posições inimigas e forças terroristas podem bem começar a replicar essa utilização em ataques terroristas.
Mas como defender o espaço aéreo dos aeroportos da ameaça de drones? Criando campos eletromagnéticos, abatendo-os com snipers ou bazucas? Todas essas soluções colocam problemas de segurança, por isso a Força Aérea francesa optou por um método mais tradicional. Aves de rapina. Um esquadrão de águias caçadoras de drones tem estado a ser treinado para identificar, perseguir e atacar um drone em poucos segundos. A rapidez da resposta e a eficácia das águias treinadas parece ser a solução imediata, e vai começar a ser usada em bases militares e outros edifícios de alta segurança, podendo rapidamente ser aplicada em aeroportos em França.
As águias são treinadas a associar os quadricópteros a deliciosa comida, e com esse treino de associação, passam a identificar os drones como apetitosas presas.  Um porta-voz da Força Aérea francesa comentou o plano de segurança para drones ameaçadores: “Em certas situações, quando os destroços de um drone podem atingir uma multidão, é mais seguro e eficaz intercetá-los com aves de rapina do que abatê-los.” O governo inglês estuda também a utilização de águias para evitar o contrabando para prisões de alta segurança feito por drones.
Para um problema high-tech, nada como uma solução low-tech.
Rui Pelejão

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