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Mitsubishi ASX: back to basics

O essencial está lá. Caixa de velocidade é manual, há muitos botões físicos e não acelera em excesso e tem travão de mão manual. Falamos do Mitsubishi ASX, um “irmão” do Captur, que tem tudo o que se espera, incluindo um preço acessível, e que é ideal para quem não sente necessidade de equipamentos sofisticados que obriguem a novos estilos de condução e a manutenção com preço elevado em caso de avaria. 

O ASX que experimentámos, tem um motor de 1 litro, três cilindros e com 90 cv de potência (possível com o turbo), tem um consumo oficial, em ciclo WLTP, de 5,7 litros aos 100 km, embora tenhamos obtido 6,4 l/100 km, e um preço de 25.290 euros. O motor a gasolina não tem especificações em particular, a não ser que é responsivo qb, embora na aceleração dos 0 aos 100 km/h precise de 14 segundos. A velocidade máxima, depois de embalado, fica próxima dos 170 km, embora a experiência feita em estrada nacional, não foi além da velocidade regulamentar. 

E quem são os clientes para o ASX? Todos aqueles que pretendem um veículo com um design exterior, que mostra linhas vigorosas e um posicionamento de SUV, com uma condução elevada, destacando-se a assinatura visual LED à frente e na traseira enquanto o interior, e sem desprimor, não é pretensioso, mas tem algumas das “modernices” que são quase obrigatórias, a começar por uma chave que é um cartão, até aos sistemas de ajuda à condução relevantes como o sistema de travagem automática para evitar colisões, ou ainda o sistema que deteta peões, bicicletas que aparecem na traseira, ou os detetores nas portas para evitar acidentes com pessoas quando é feita a abertura. Tem ainda o sistema que obriga o veículo a manter-se entre as linhas de marcação e que funciona de forma automática, algo que desligamos sempre que possível. Ou ainda o conjunto de câmaras e radares na ajuda a manobras apertadas, sendo que o sistema park assist permite o estacionamento autónomo. 

Oferecido em dois modelos, o Inform e o Invite, é ainda possível escolher a motorização, pois a par do 1.0 MPI-T de 90 cv, a marca tem o ASX com 140 cv de potência, o 1.3 Di-T, ambos a gasolina. A par dos motores de combustão interna é ainda possível obter o ASX com alimentação híbrida e híbrida plu-in, e ainda um motor alimentado a GPL. Enfim, o ASX tem motores para todos os gostos e carteiras e o forte está na simplicidade dos equipamentos e na sua utilização, embora deixe a desejar para quem quer mais identidade. 

Vitor Norinha

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