Numa altura em que novos modelos, de marcas chinesas e europeias, entram no mercado e dificilmente se encontram diferenças entre algumas das propostas, eis que, talvez, algo de diferente surge no mercado: o novo BYD Dolphin G DM-i. São muitas letras para caracterizar um carro do segmento B, mas vamos explicar.
Este Dolphin G tem atrás de si uma tecnologia de super híbrido DM 5.0, desenvolvido pela própria marca chinesa, e cujos ganhos são essencialmente na eficiência e no desempenho. Contrastando com aquilo que a concorrência faz quando constrói um sistema híbrido plug-in convencional, a BYD, ao criar a arquitetura DM, orientou a motorização para o modo elétrico — o que significa que, embora a autonomia elétrica pura não vá além dos 105 km, para atingir os 1040 km de autonomia total anunciado pela marca o motor a gasolina mantém a condução silenciosa.
Tivemos oportunidade de fazer uma pequena experiência dinâmica. Em simultâneo, o veículo é responsivo tal como um modelo totalmente elétrico, sendo que o motor a combustão, da família Xiaoyun, de 1,5 litros, mantém a bateria permanentemente carregada e ajuda na tração em caso de necessidade.
O DM-i ou “dual mode intelligence”, revela uma arquitetura que inclui dois motores elétricos, sendo um motor de tração e outro a fazer de gerador, a par de um motor de combustão, alimentado a gasolina, e sem, esquecer a gestão constante por parte das unidades de controlo de potência, como refere a marca.
Vamos explicar um pouco mais em detalhe, pois é esta tecnologia na motorização que faz a diferença para a concorrência no segmento B, aquele que está com maior dinâmica em todo o mercado europeu.
Quando o veículo funciona em modo EV, significa que a motorização é totalmente elétrica, dependendo a 100% da bateria — o motor a combustão é ligado apenas quando a carga na bateria se esgota. Este motor elétrico permite também recuperar energia durante a travagem, recarregando um pouco a bateria.
No entanto, quando o condutor seleciona o modo híbrido, ou quando o sistema o ativa automaticamente por falta de energia na bateria, o computador do veículo toma o controlo da motorização e seleciona cinco modos diferentes no uso do combustível, e tem em consideração o estado da bateria e a forma de condução que está a ser usada. Caso exista necessidade de alta velocidade, o motor elétrico de tração pode acionar as rodas utilizando energia da bateria, se existir, ou pode usar energia do motor gerador que, por sua vez, é alimentado pelo motor a gasolina.
Em alternativa, caso não estejam presentes as exigências de circulação de uma autoestrada, apenas uma parte da potência do motor gerador é fornecida ao motor de tração e a restante destina-se ao recarregamento da bateria.
Se existirem acelerações fortes, a opção do veículo será – de forma automática – colocar o motor de combustão a trabalhar com o motor elétrico para dar mais força às rodas.
Há ainda outra solução que a “inteligência” do veículo determina: falamos do caso em que o motor a combustão/gasolina está a produzir mais potência do que a necessária. Neste caso, parte dessa potência é aproveitada para recarregar a bateria. E nas situações em que a necessidade de potência nas rodas motrizes e a potência do motor a combustão são idênticos, a solução é apenas acionar as rodas, sem carregar ou consumir a energia da bateria.
Realçamos alguns dos dados técnicos do Dolphin G: a potência do motor elétrico produz o equivalente a 163cv e uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em 8,3 segundos. Nas versões Boost e Comfort a bateria original da BYD disponibiliza 18,3kWh, o que, a par do tanque de combustível, permite uma autonomia oficialmente confirmada de 1040km, com a parte elétrica a permitir uma autonomia de 105km.
Nestas mesmas versões o carregamento da bateria pode ser feito em corrente contínua de 39kW, o que permite chegar aos 80% de disponibilidade de energia em 26 minutos.
Há ainda alguns pormenores que merecem destaque, nomeadamente no interior, com o painel de instrumentos digital de 8,8 polegadas, estando incorporado nas linhas curvas do tabliê, enquanto o ecrã de 12,8 polegadas dedicado ao infoentretenimento foi montado de forma a destacar-se, sendo que o seletor de velocidades está na coluna de direção, uma solução que as marcas de veículo elétrico têm vindo a adotar.
O sistema de infoentretenimento foi atualizado com a integração da Google, oferecendo Google Assistant e os serviços do Google Play Store, o que permite instalar aplicações de jogos e serviços de streaming de multimédia.
O veículo inclui todos os sistemas de ajuda à condução que se espera dos novos modelos do segmento B, incluindo sensores de estacionamento, dianteiros e traseiros, a par de controlo do limite de velocidade, assistente de saída de faixa, alerta de colisão, com função de travagem ou deteção de ângulo morto.
Neste Dolphin G há uma campanha especial com oferta de manutenção de dois anos ou 30 mil km, mas apenas para quem fizer a encomenda durante o mês de julho. O PVP começa nos 24.385 euros mais IVA (o que revela aposta nas frotas) e o pacote de garantias é o habitual da marca, ou seja, seis anos ou 150 mil km para o veículo, e a bateria tem uma garantia de oito anos ou 250 mil km.
Monegasco não vencia desde Austin, em 2024, e quebra um jejum de triunfos. Scuderia decidiu…
Gigante automóvel recua na automação total do controlo de qualidade e traz de volta especialistas…
Jovem italiano da Mercedes junta a "pole" ao triunfo na corrida Sprint deste sábado e…
Entre as marcas do grupo é a Peugeot que se destaca, em especial os modelos…
A terceira geração do veículo totalmente elétrico da marca nipónica deverá reassumir-se como a referência…
Pressionada pelo novo plano estratégico da Stellantis, a histórica marca alemã vai reduzir cerca de…