Grupo Renault investiu em França 13 mil milhões na mobilidade elétrica

As áreas em expansão dentro do ecossistema elétrico são, a par da eletrificação, as tecnologias de baterias, a inteligência artificial e a economia circular.

Os locais de investimento de veículos eletréticos em França.

O grupo Renault investiu em França 13 mil milhões de euros, na área industrial, para a transição da vertente energética na indústria automóvel. Este valor foi aplicado nos últimos cinco anos e corresponde a 4,5% do PIB português, tendo resultado na produção, naquele país, de mais de 1 milhão de carros elétricos nos últimos 16 anos. Este ecossistema, no país de origem da marca, emprega 39 mil pessoas e mais 35 mil postos de trabalho indiretos, segundo uma nota do grupo.

Os modelos pioneiros foram o ZOE e o Kangoo ZE, a par dos veículos comerciais ligeiros elétricos, caso do Kangoo E-Tech elétrico, do Trafic Van E-Tech elétrico e do Master E-Tech elétrico.

Aliás, o grupo Renault anunciou que será o primeiro fabricante automóvel na Europa a introduzir um veículo definido por software no segmento dos VCL (veículo comercial ligeiro), que será a nova Trafic E-Tech elétrica, que estará no mercado no final deste ano.

As áreas em expansão dentro do ecossistema elétrico são, a par da eletrificação, as tecnologias de baterias, a inteligência artificial e a economia circular.

As unidades de Douai e Maubeuge, no norte de França, vão concluir a produção de 600 mil veículos desde 2010. E de entre os lançamentos mais recentes destaca-se o Renault 5 E-Tech elétrico, que simboliza a nova geração para a “democratização” do carro elétrico. Até final de 2025 foram produzidas 100 mil unidades desta versão e, para o final de 2026, deverão ser atingidas as 200 mil unidades produzidas. Em Maubeuge fabrica-se outra novidade recente, o Renault 4 E-Tech elétrico e que é líder no segmento em França.

Por outro lado, as instalações da unidade da Electricity estão a produzir para a Renault e a Alpine, mas também para a Nissan e Mitsubishi e, a curto prazo, irão produzir para a Ford. 

Vitor Norinha

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