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Porque ter carro preto é mais perigoso?

Autoridades alerta que a cor do carro pode fazer a diferença entre ser visto a 100 metros de distância na estrada ou 70 metros mais tarde…

Na compra de um carro novo, para segurança sua e de terceiros, existem várias opções a considerar, dos airbags aos sistemas de deteção de peões e de ciclistas na faixa de rodagem, passando pelos sensores de travagem e deteção de veículos no ângulo morto, até aos faróis de xénon, que aumentam muito a visibilidade noturna.

Mas algo em que raramente pensamos como um elemento que pode ajudar a reduzir o risco de acidente é a cor.

Na estrada, tão importante como ver bem é ser visto. E, por isso, os especialistas alertam para a necessidade de assinalar a sua presença na via em qualquer situação. A utilização das luzes do carro é recomendada mesmo nas melhores condições climatéricas, tornando-se opcional apenas em veículos que estão já equipados com sistemas de iluminação diurna automática.

Segundo um estudo recentemente divulgado pela Direção Geral de Trânsito em Espanha, um carro que circula com as luzes acesas é visto 100 metros mais cedo do que quando circula com as luzes apagadas. E esta distância varia de acordo com a hora do dia, com as condições atmosféricas e as diferentes condições de luminosidade e… com a cor do carro!

Por exemplo, explica aquela autoridade espanhola que, ao entardecer, um carro preto que circula sem qualquer luz ligada na estada só é vista a uma distância de 30 metros. Quando o mesmo veículo, mas em branco, já está perfeitamente visível a 90 metros de distância; com a carroçaria cinzenta pode ver-se nitidamente a 100 metros.

A regra só muda quando os automóveis circulam com as luzes ligadas, tornando-se visíveis a uma distância de cerca de 240 metros, independentemente da cor da carroçaria. Não facilite, usa bem as luzes do seu carro.

Outra investigação, esta realizada pelo Centro de Experimentação e Segurança Rodoviária (Cesvi), da Colômbia, concluiu que os carros escuros refletem só um terço da luz recebida, o que explica a sua menor visibilidade na estrada em condições de iluminação mais escassa. O risco de acidente pode agravar-se até 70%.

Já a pesquisa realizada pelo MUARC (Centro de Investigação de Acidentes da Universidade de Monash em Melbourne, Austrália), com base em dados de mais 900 mil acidentes de trânsito, entre 1987 e 2004, permitiu identificar a cor prateada como a mais segura. De acordo com este grande estudo só 12% dos acidentes acontecem com carros desta cor. Já o verde, o castanho e o preto aparecem como as cores dos carros com maior probabilidade de sofrer um acidente.