Quando um automóvel do Grupo B vai a leilão, o evento torna-se muito mais especial, mas quando vão sete automóveis dessa categoria, esse é elevado a outro patamar. Todos estes sete exemplares pertencem à mesma colecção dos amigos Michel Hommell e Olivier Quesnel, do museu Manoir de l’Automobile, de Lohéac, em França. Irão ser levados a leilão pela Artcurial, no seu primeiro leilão do ano, num evento designado Sale Parisienne 2021, que se irá realizar no dia 5 de Fevereiro, na capital francesa.
Audi Sport Quattro S1 de 1988
- Apesar de nunca ter competido no WRC, este foi um dos automóveis utilizados na primeira Race of Champions, organizada por Michèle Mouton, em Montlhéry, no ano de
- Foi aí que Quesnel ficou apaixonado pelo automóvel e queria ter um na sua colecção, algo que demorou bastante e foi necessária muita persistência. Antes de estar no museu, foi utilizado em alguns eventos e conduzido por Bruno Saby, Michèle Mouton e Ari Vatanen. O seu valor estimado situa-se no um milhão e os 1.3 milhões de euros.
Ford RS200 de 1986
Este RS200 é o exemplar que teve mais sucesso, conseguindo um terceiro lugar no Rally da Suécia, em 1986, com Kalle Grundel e Benny Melander, sendo também a estreia do modelo na competição. Após essa prova, entrou no Rothmans Circuit of Ireland, do mesmo ano, onde teve de abandonar. Posteriormente, conduzido por Stig Blomqvist, venceu o Audi Sport Rally. Foi vendido a um fã de ralis na Noruega, antes de chegar ao museu em Setembro de 1989. O valor deste exemplar situa-se entre os 250 mil e os 400 mil euros.
Lancia 037 Evo 2 de 1985
Este automóvel está na colecção desde 1990 e pertence à segunda evolução do modelo, levado a cabo pela Abarth. Originalmente, competiu com as cores da Martini, sendo depois alterada para a decoração do Olio Fiat. É difícil de perceber quem competiu com o automóvel, visto que várias secções do automóvel foram substituídas não tendo o número de chassis estampado e, na época, era comum as equipas utilizarem a mesma matrícula em diversos automóveis. O seu valor estimado situa-se entre os 500 mil e os 800 mil euros.
Lancia Delta S4 de 1986
Este Delta S4 competiu com a equipa oficial e foi conduzido por Miki Biasion, chegando em segundo lugar no rali Memorial Bettega, o primeiro em que entrou. Apesar do bom começo, esse rali aconteceu em Dezembro de 1986, ou seja, no último ano dos Grupo B. Ainda assim, em 1987, Biasion e Bruno Saby partilharam o lugar do condutor nas 24 Horas de Chamonix. Posteriormente, Saby levou-o para o Rallycross, em 1988, com a equipa Grenoble Sport Auto, com o apoio de fábrica. Após isso, juntou-se ao museu, onde foi totalmente restaurado com a decoração original da Martini. O valor estimado deste Delta S4 é de 600 mil e 800 mil euros.
MG Metro 6R4 de 1985
Este Metro foi o vencedor do campeonato francês de ralis de 1986, pelas mãos do futuro campeão do mundo Didier Auriol, navegado por Bernard Occelli. Este exemplar tem ainda a particularidade de ter sido convertido para volante à esquerda, uma imposição de Auriol, por isso o painel de instrumentos está do lado do navegador. Após a saída da competição, com o fim do Grupo B em 1986, este exemplar ficou guardado, tendo voltado a França em 1988. Está na colecção do museu desde 1989 e, apesar de várias tentativas de Auriol para o comprar, o museu nunca o vendeu, até agora. O valor estimado deste Metro situa-se na casa dos 280 mil e 360 mil euros.
Peugeot 205 Turbo 16 Evolution 2 de 1985
Este Peugeot 205 foi conduzido pela dupla Bruno Saby e Jean-François Fauchille, no Rally Tour de Corse de 1985, onde terminaram em segundo, sendo também o primeiro rali deste modelo. Posteriormente, foi utilizado também por Timo Salonen. Com o número de produção C201, este 205 T16 foi o primeiro exemplar construído com as especificações Evolution 2, sendo conhecido também por Granny. Após a competição, foi utilizado para testes em França, na Grécia e na Finlândia, assim como foi o automóvel de reconhecimentos no Rally de Monte Carlo de 1986, sendo que Salonen competiu com um 205 com a mesma matrícula, mas não era o mesmo automóvel. Quesnel demorou quase um ano para conseguir trazer este 205 para a sua colecção e, após o conseguir, foi restaurado com as especificações do seu primeiro rali. O valor estimado deste 205 situa-se nos 600 mil e nos 800 mil euros.
Renault 5 Maxi Turbo de 1985
- Além disso, apresenta-se na sua especificação original e com bastante documentação. Foi restaurado pelo seu segundo proprietário, o piloto Guillermo Barreras, quando a sua carreira no Rallycross terminou em
- O valor estimado deste R5 situa-se entre os 400 mil e os 600 mil euros.