Mas qual é o motivo? Primeiro, é preciso saber que, nas caixas manuais modernas, um sincronizador facilita as trocas de mudanças, já que estas deslocam-se a velocidades diferentes. Assim, as velocidades de ambas encontram-se e o motor consegue manter a velocidade. Só que a diferença de andamento entre a primeira e a segunda velocidades são as mais acentuadas. Quando está a acelerar, parece que o motor fica mais molengão quando engrena a segunda, pois passa para uma rotação mais baixa. Quando trava e reduz de mudança, o motor passa para uma rotação mais elevada.
Ao passar de segunda para primeira, mesmo quando está a travar e quando o motor está a perder rotação, esta diferença de andamento das duas engrenagens faz com que o condutor encontre uma resistência física. Quase parece que a caixa não quer que a primeira seja engrenada, já que a velocidade está a diminuir, mas o motor passa a trabalhar a uma velocidade maior, aumentando a força de travagem.
A melhor solução é travar um pouco antes de reduzir, de modo a encontrar um nível de rotação intermédio onde ambas as mudanças da caixa têm um funcionamento próximo. Mas isto é mais difícil ao reduzir de segunda para primeira velocidade, pois ambas têm uma grande diferença de tamanho. O melhor é evitar fazer isto muitas vezes, até porque desgasta o sincronizador.
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