O efeito ótico que reduz o campo de visão de forma drástica, como se espreitássemos para o interior de um túnel apertado, impede que o condutor veja o que está em redor do veículo.

Seguramente já terá percebido que o seu raio de visão parece aumentar ou diminuir consoante a velocidade. Pois, não é impressão sua, trata-se de um fenómeno ótico que dá pelo nome de efeito túnel e o que faz é concentrar o seu olhar num ponto cada vez mais isolado à medida que vai ‘esmagando’ o acelerador do carro. Resultado: quanto mais rápido conduz, menos vê. Em que medida?

Os estudos revelam que quando circulamos abaixo dos 50 km/h, dentro dos limites legais de velocidade estabelecidos para as localidades, dispomos de um ângulo de visão de 180º, o ideal para controlar todos os elementos da estrada, antecipar e reagir eficazmente a imprevistos. Mas a 65 km/h, essa janela reduz-se para menos de metade e à velocidade cruzeiro de 100 km/h o campo de visão do condutor desce para 42º.

É já acima destes registos que o efeito túnel. Quando circulamos a mais de 120 km/h numa autoestrada a visibilidade fica reduzida a apenas 18º, o que equivale a olhar a estrada através de um túnel bastante estreito, sem conseguir identificar potenciais perigos à volta.

Os estudos confirmam ainda que este fenómeno pode provocar uma sensação de enjoo, provocando em quem segue ao volante a perda momentânea de referências.
O condutor perde a capacidade para medir corretamente as distâncias, dificultando muito o tempo de reação a uma travagem de emergência.

O excesso de velocidade é a infração n.º1 nas estradas nacionais. Segundo as autoridades, continua mesmo a ser elemento chave em 30% dos acidentes em ambiente urbano. Quase sempre com consequências graves.

Abaixo, o vídeo com a explicação do chamado ‘feito túnel’ e como afeta a condução: