Os automóveis dos Beatles

Foi há 50 anos que o mais famoso quarteto musical lançou Sgt. Pepper’s Lonely Heart Club Band, o seu mais icónico álbum. Liverpool prepara-se para celebrar em grande a efeméride, com um fantástico festival de artes. Decidimos aproveitar a ocasião para revelar uma faceta menos conhecida dos Beatles que, como bons ingleses, adoravam automóveis. Aqui ficam alguns dos seus preferidos.

John Lennon gostava de automóveis grandes. Do Rolls Royce Phantom V com uma decoração psicadélica, ao Mercedes-Benz 600 branco. Mas também adorava o seu Mercedes-Benz 300 TD, para as viagens em família.

Todavia, o seu primeiro automóvel, adquirido alguns dias depois de tirar a carta, em 1965, foi um Ferrari 330 GT 2+2 azul, que comprou então por 6500 libras esterlinas. Um começo que não era para todos. O belo Ferrari foi vendido em 2013, por 360 000 libras.

Também em 1965 comprou um Mercedes-Benz 230 SL, que foi vendido em 2017 por quase meio milhão de dólares.

Antes do Mercedes-Benz W123 300 TD, Lennon utilizou um Austin Maxi e uma enorme Station Chrysler Town & Country verde de 1972, inicialmente adquirida pela Apple Records e utilizada por Lennon e Yoko Ono nas suas viagens nos EUA. estava equipada com leitor de cassetes de oito faixas e altifalantes nas costas dos bancos dianteiros.

Em 1971, já depois da separação dos Beatles, Lennon comprou um carro funerário com base no Austin Princess. No interior colocou duas filas de bancos de avião. Aparece diversas vezes no filme Imagine e a sua matrícula americana é: EMAJIN. Foi vendido em 2016, por quase 160 000 dólares.

Outra escolha estranha de John Lennon foram os Iso, de produção italiana mas com mecânica americana. Consta que teve um Rivolta e vários – possivelmente três – Iso Fidea!

Mas aparece também muito contente ao volante de um modesto Triumph Herald! Enfim, excentricidades dos génios… John Lennon foi assassinado à porta do seu prédio em 1981.

Paul McCartney foi talvez o mais moderado dos Beatles, no que diz respeito a automóveis. Teve um Mini Radford, como quase todos os outros, uma espécie de Mini de alta costura, com interior de luxo. O seu tinha mecânica de Cooper S 1275 e foi-lhe entregue em 1965.

Teve dois Aston Martin, um DB5 e um DB6, ambos coupé e um Lamborghini 400 GT. Foi visto em férias de família a conduzir um Mini Moke e aparece também junto de um Land Rover.

Mini Moke. Ainda mantém o seu Chevrolet Corvette C5 descapotável azul de 2005, mas utiliza no quotidiano um Lexus LS 600h. Há que defender o ambiente, mas sem baixar muito o nível…

George Harrison, era o “Petrolhead” da banda. O seu primeiro automóvel foi um Ford Anglia de 1955. Mas, quando veio o sucesso, o brilhante mas discreto Harrisson, teve uma sucessão fantástica de boas máquinas. Jaguar E coupé, Aston Martin DB5, Ferrari 365 GTC, Dino 246 GTS. Teve vários Mercedes-Benz preparados pela AMG e alguns Porsche 911, 930 Turbo e 928 S. Em 1994, comprou um McLaren F1, que, segundo apuramos, a família ainda mantém.

O seu Mini Cooper S de 1966 foi pintado para fazer conjunto com o Rolls Royce de John Lennon e que apareceu no filme “Magical Mistery Tour”. Em 2009, a MINI produziu um Cooper S com uma decoração inspirada no original. Este exemplar único foi leiloado e a receita reverteu para a fundação Material World, que Harrison fundou em 1973. George Harrison morreu em 2001.

A personalidade exuberante de Ringo Starr é mais bem representada pelo Chevrolet Bel Air de 1957 que mandou personalizar com labaredas e escape lateral. Mas o seu primeiro automóvel foi um modesto Standard Vanguard Van. Depois teve um Ford Zephir, um Mini Cooper Radford De Ville, um belíssimo Facel Vega de 1965, um Ford Mustang de 1968. O seu Mercedes-Benz 190E personalizado mora no Museu da marca alemã, em Estugarda.

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