O primeiro ano do Motor24: São as pessoas que fazem os números, não o contrário

Rui Pelejão
Rui Pelejão
Editor-Executivo

“O que importa são as pessoas”, é um chavão político que de tão matraqueado tresanda a hipocrisia: Sazonalmente, sem imaginação, nem verdade, candidatos políticos prometem trabalhar “pelas pessoas”, fazer políticas “para as pessoas”, mudar a vida “das pessoas”.

O Motor24 cumpre um ano de vida online e é desde o primeiro mês o líder destacado do seu segmento de informação digital. Se está a ler isto é porque num momento ou noutro, já passou os olhos por algum artigo do Motor24, talvez no facebook, no feed de um amigo que partilhou uma notícia, no seu smartphone. Enfim, por aí.

Saberá talvez que o Motor24 é uma marca de informação sobre automóveis e temas da mobilidade do Grupo Global Media, e que os nossos artigos se podem encontrar nos sites do Jornal de Notícias, do Diário de Notícias, da TSF, de O Jogo ou do Dinheiro Vivo.

Mas, para todos os efeitos, o Motor24 é, para si, caro leitor, uma marca sem rosto, mesmo que nos esforcemos por colar as nossas fotos aos artigos, para lhes dar personalidade e autoria, para darmos a cara por aquilo que escrevemos.

Um milhão de diferentes pessoas leu um artigo do Motor24 em 2017

Sabemos que cada vez mais, num mundo pessoalizado e até excessivamente fulanizado, as afinidades e relações de confiança se constroem com pessoas e não com marcas, que são apenas o reflexo do trabalho que um conjunto de pessoas faz para produzir um determinado produto ou serviço.

Isto para lhe dizer que as razões da liderança do Motor24 se encontram nas pessoas e não nos números. Somos líderes pelas pessoas. Em primeiro lugar, as pessoas que nos visitam e que ao longo deste último ano superaram um milhão. Ou seja um milhão de diferentes pessoas leu um artigo do Motor24 em 2017.

Esse número, invulgar para uma publicação que não deixa de ser especializada, mas que na verdade chega a um público generalista e interessado, é motivo de orgulho, mas é acima de tudo razão de responsabilidade.

No mundo da informação digital a competição por atenção é feroz e muitas vezes contraproducente. Todos nos esforçamos por ser relevantes, originais, seguidos, lidos, admirados, comentados, invejados.

Isso leva-nos a cometer erros, excessos ou falhas. No Motor24 não escondemos o erro ou as falhas. Aprendemos com eles, para tentar melhorar todos os dias, para tentar fazer sempre um jornalismo sério, que é coisa muito diferente de um jornalismo que se leva demasiado a sério (e que normalmente é de desconfiar).

É nessa base que queremos construir uma relação consigo, esporádico, ocasional ou fiel leitor. Uma relação baseada na confiança e no conhecimento, que é para isso que toda a informação e o jornalismo serve, para promover e democratizar o conhecimento, matéria prima da reflexão e da cidadania informada.

No mundo da informação digital a competição por atenção é feroz e muitas vezes contraproducente. Todos nos esforçamos por ser relevantes, originais, seguidos, lidos, admirados, comentados, invejados.

Vivemos numa era em que pela primeira vez os jornalistas podem medir o impacto dos seus artigos e podem saber com maior exatidão quais os interesses ou os temas com maior “alcance”, que é faca de dois gumes nesta nova era de competição pela atenção dos meios de informação digitais. Não é o algoritmo que comanda a vida, mas sim as preferências de quem nos lê. No Motor24 tentamos servir as preferências de quem nos lê, sem derrapar para o populismo da informação, que é género fácil, mas de curto prazo para quem quer ganhar a vida, ganhando a confiança dos seus leitores.

Está a terminar a era do “achómetro” e dos “instintos” no jornalismo, que muitas vezes são apenas produto de preconceitos, vaidades ou ignorância arrogante. No Motor24 assumimos que usamos a informação analítica disponível para servir aos nossos leitores as suas preferências, não as nossas.

É por isso que somos líderes desde a primeira hora, porque temos a humildade de saber que estamos a prestar um serviço. Isso não significa demissão da responsabilidade de dar aos leitores temas e artigos que julguemos importantes para a sua reflexão ou construção de opinião informada. Aceitamos e cumprimos a velha máxima: “jornalismo não diz como pensar, diz sobre aquilo que devemos pensar”.

Num mundo em acelerada mudança, a mobilidade humana vive uma das suas maiores revoluções desde a massificação do automóvel promovida por Henry Ford e outros pioneiros há um século atrás. No Motor24 queremos estar na vanguarda da informação sobre as tecnologias, políticas ou iniciativas que vão dar corpo a uma nova era e a uma nova cultura de mobilidade humana. É essa a nossa missão.

Para a cumprir contamos com pessoas, as que escrevem, produzem e tornam possível que os nossos conteúdos cheguem até si, ao leitor (recuso-me a chamá-lo utilizador).

As pessoas e as histórias do Motor24

Depois dos leitores, as primeiras pessoas do Motor24, há jornalistas e profissionais, na primeira pessoa. São eles que todos os dias se esforçam para lhe trazer as melhores histórias.

Neste momento de maior intimidade, que a efeméride do primeiro ano de vida autoriza, gostaria de lhe apresentar algumas das pessoas de uma marca ainda sem rosto, como o Motor24 e com elas algumas das melhores histórias que lhe trouxemos este ano

Comecemos pela redação, que cabe num smart (e estou a falar de um Fortwo). Ao volante vai o Pedro Junceiro e ao lado a Patrícia Pereira, de vez em quando trocam de lugar.

No caso do Pedro, tanto pode ser para lhe contar a história do velho VW que era o terror dos arranques, como para o levar a Paris e entrevistar Carlos Tavares sobre os planos para o futuro da mobilidade do Grupo PSA ou então para o lhe explicar quais são os vícios de condução que podem danificar o seu carro.

Quando não está a gerir as redes sociais do Motor24, a Patrícia Pereira ainda faz o gosto ao pé para extrair o veneno do escorpião Abarth 595 ou dá uma de camionista e explica para que serve toda a tecnologia de um camião Mercedes.

Depois temos as pessoas que trabalham nas redações dos nossos parceiros, Autosport, Motosport, Jornal dos Clássicos e Turbo e que nos trazem temas tão variados como desporto automóvel, ensaios, tecnologia, comércio e indústria, clássicos e motos.

É graças a eles que pudemos saber na hora o resultado do GP do México que deu o quarto título mundial a Lewis Hamilton na F1, ou saber qual a sensação de conduzir em primeira mão o exclusivo Bugatti Chiron, apanhado em testes no Alentejo. Recordar imagens do Porto antigo ou saber que carros antigos se podem tornar clássicos e vibrar com as vitórias de Miguel Oliveira.

Publicamos regularmente testes e ensaios a automóveis, desde o pequeno e económico Citroen C3 até ao poderoso e tecnológico Audi A8, assinados por jornalistas como o Pedro Junceiro, Silva Pires, Reis Pinto ou Luís Guilherme. Ao longo de um ano foram mais de 200 testes, milhares de quilómetros, abarcando a maioria dos modelos à venda em Portugal, as novidades, os carros acessíveis e possíveis e os de sonho ou paixão.

A tecnologia, o futurismo e a mobilidade são presença diária no Motor24, graças aos artigos de M. Frances Portela, que tão depressa nos pode levar a Marte, como num passeio de iate elétrico ou numa visita a uma fábrica de ar puro na Islândia.

Por terra e em duas rodas, temos o Fernando Marques que gosta quase tanto de andar de moto como de descobrir locais fantásticos para as fotografar.

Para viagens de mais longo curso e aventuras pelo mundo fora, temos as extraordinárias e divertidas crónicas diárias do blogue Volta ao Mundo em Crosstourer, que é como que diz, o diário de viagem do Francisco Sande e Casto, desde uma cerveja no fim do deserto da Austrália até ao inacessível Butão.

Viagens de carro, road trips e histórias pelo caminho são também a marca de água do blogue Grande Turismo que nos traz desde pequenas iguarias como uma sopa de cação no Alentejo até a uma viagem pela fabulosa e cénica costa amalfitana.

Os blogues são uma aposta do Motor24, para dar voz a autores, para abrir horizontes e ter o conhecimento, o entusiasmo e a experiência de jornalistas como o Silva Pires que no seu blogue milhas tem instalado um conta-histórias ao quilómetro, e onde podemos coisas tão interessantes como os segredos do Museu Mercedes.

Mas não nos ficamos por aqui, temos as crónicas, género livre e de liberdade que tanto pode ser uma excelente análise sobre as razões da moda dos SUV, assinada pelo Luis Pimenta, como uma ida à Córsega para acompanhar a 4L mais famosa de Portugal do António Catarino, ou a história da Vespa do pai do João Ferreira Oliveira ou a divertida e surreal crónica sobre o Opel Ascona do Capitão Roby assinada pelo Jorge Flores.

E temos histórias de carteiros do fim do mundo, de veículos militares portugueses, de condução autónoma, de gadgets e tecnologia, de aviação, de inteligência artificial ou de cuidados com o seu carro.

Como vê, o Motor24, é muito mais do que um mero site de automóveis. É uma porta aberta para o conhecimento, para a informação útil e para o entretenimento. É por isso e pelas pessoas que o fazem que o Motor24 é o líder destacado do seu segmento de informação digital. É porque são as pessoas que fazem os números e não o contrário.

E os números que estas pessoas fazem são resultado de muitas horas de trabalho.

Só assim é possível ter 15 milhões de visualizações, 1,9 milhões de visitas e mais de 1 milhão de utilizadores no mês de outubro (dados oficiais Netscope).

Só assim é possível ser o único diário de informação automóvel e de mobilidade em Portugal; só assim é possível produzir mais de 20 artigos diários, num total de mais de 7 mil artigos ao longo de um ano.

Só assim é possível ser líder, que é apenas a justa recompensa do esforço e do trabalho destas e muitas outras pessoas. A todas elas o meu obrigado, e a si, caro leitor, a minha gratidão, primeiro por ter sobrevivido até aqui, ao final desta longa reflexão de aniversário, em segundo por estar aí desse lado a dar sentido ao nosso trabalho.

O futuro está em movimento e nós queremos estar a bordo.