52.º Vodafone Rali de Portugal: domínio de Armindo Araújo

 

A dupla Armindo Araújo/Luís Ramalho (Hyundai i20) impôs-se no 52.º Vodafone Rali de Portugal, conquistou a segunda vitória consecutiva e ascendeu à liderança do Campeonato de Portugal.

Com dois triunfos nas três provas em que participou, o piloto de Santo Tirso reforçou candidatura à conquista do título nacional, ao cumprir na íntegra objetivo traçado para a prova do ACP:

«Amealhar o máximo de pontos era meta delineada e por isso foi uma excelente operação, que nos colocou numa posição muito favorável em termos de campeonato», sublinhou ao MOTOR 24 o novo líder do campeonato à chegada à Exponor (Matosinhos).

«Não cometemos erros, a estratégia delineada foi cumprida e a equipa em excelente nível», acrescentou o piloto

No entanto, os derradeiros dez quilómetros de Amarante-1 foram um sobressalto, recordou Armindo Araújo:

«Tivemos problemas de travões», deu conta o piloto que chegou a temer o pior:

«Pensámos que tínhamos perdido tudo, uma vez que não sabíamos que o Miguel Barbosa também estava com problemas».

Na verdade, o piloto do Skoda Fabia também sofreu e bastante, para alcançar o final:

«Na parte final de Amarante-1, quando ainda faltavam 20 quilómetros, a luz da temperatura da água acendeu. Desligámos o sistema ALS, viemos mais devagar, parámos por duas vezes para deixar passar o Yazeed Al Rajhi, que nunca apareceu, não sabemos porquê, e conseguimos terminar o troço. Mais cinco quilómetros e o motor cedia», explicou Miguel Barbosa.

O piloto do Skoda, que vencera cinco das sete especiais da véspera, arrancou para o derradeiro dia com 9,3 segundos de desvantagem para Armindo Araújo.

À entrada para Amarante-1, a desvantagem era de 17,0 segundos, mas o piloto do Skoda sublinhou ao MOTOR 24:

«Queríamos atacar, pois conhecíamos bem o troço, mas com o problema da temperatura da água acabámos por perder três minutos», referiu Miguel Barbosa, que tentou garantir o 2.º lugar.

Miguel Barbosa (Skoda Fabia) debateu-se com problemas na derradeira classificativa mas garantiu o 2.º lugar

Armindo Araújo e Miguel Barbosa acabaram por travar o único verdadeiro duelo em termos de concorrentes do Campeonato de Portugal, uma vez que José Pedro Fontes nem iniciou o rali – problemas elétricos no Citroën C3, que nem saiu do parque de partida, em Guimarães, adiaram a estreia – e Pedro Meireles viu-se traído pela caixa de velocidades do Skoda Fabia antes do troço de Caminha-1, a segunda especial da prova do ACP:

Com dois favoritos eliminados, praticamente, à partida, a que se juntou o despiste de Joaquim Alves (Skoda Fabia), primeiro líder da prova, ao vencer a superespecial de Lousada.

O piloto de Cesar capotou em Viana do Castelo -1 e saiu de cena logo no primeiro troço do segundo dia.

Outros azarados, traídos pela mecânica, foram Manuel Castro (Hyundai i20), caixa de velocidades partida, e António Dias (Skoda Fabia), braço da suspensão.

Líder após a 2.ª classificativa, Armindo Araújo não mais largou o comando, contando com o bom desempenho do Hyundai. «O i20 tem um bom chassis e motor. Temos trabalhado bem, em especial na evolução das afinações, o que nos permitiu ganhar mais ritmo e confiança».

Com maior motivação para encarar a fase seguinte do campeonato, após dois triunfos consecutivos em terra, Armindo Araújo adianta que «o Hyundai i20 R5 tem demonstrado, pelas informações de que dispomos, maior potencial no asfalto».

O piloto vai iniciar a semana com dois dias de testes, preparando desse modo o próximo rali.

Para Miguel Barbosa ficou «mais um sabor a pouco, o que tem acontecido desde o início da época. Mas, não estou, de modo algum, desanimado», confessou.

Longe do duelo que marcou a 4.ª prova do campeonato, Diogo Salvi, que alinhou com o vimaranense Jorge Henriques no banco do lado direito – levou o Skoda Fabia ao 3.º lugar.

«Foi o rali mais lento da minha vida», confessou o piloto que ficou «sem travões em Amarante-1. Crítico em relação ao estado dos pisos nos troços da véspera, em particular Caminha e Ponte de Lima — «estavam terríveis para nós» –, Salvi enalteceu a qualidade das classificativas da 2.ª etapa. «Estavam espetaculares», sublinhou.

Para Diogo Salvi, «o resultado acabou por ser giro. O rali correu bem», sublinhou o piloto que terminou à frente do regressado Ricardo Marques, que fez a estreia com o Hyundai i20.

Daniel Nunes (Peugeot 208 R2) resistiu nas 2 RM

Entre os concorrentes inscritos no Campeonato de Portugal, Daniel Nunes (Peugeot 208 R2) assinou o 4.º lugar, seguido por Alfredo Barros (Ford Fiesta R5), e venceu as 2 RM, apesar de ter sofrido vários percalços: dois furos e um amortecedor dianteiro rebentado, que obrigou à substituição da suspensão dianteira.

Daniel Nunes (Peugeot 208 R2) venceu as 2 Rodas Motrizes (2 RM)

Gil Antunes (Renault Clio R3) foi o 2.º classificado neste campeonato, em que Pedro Antunes (Peugeot 208 R2) desistiu muito cedo – Viana do Castelo-1 –, com uma jante partida.

Participação azarada da única dupla feminina em prova –Joana Barbosa/Sofia Mouta (Ford Fiesta R2) – que acabou fora de estrada na 1.ª etapa.

Concluída a fase de terra, o campeonato vai, certamente, ganhar ainda maior animação nas provas em asfalto.

Ver classificações em : http://www.rallydeportugal.pt/homepage.aspx

Campeonato

1.º Armindo Araújo, 65,75 pontos

2.º Ricardo Moura, 54,35

3.º Miguel Barbosa, 53,65

4.º Carlos Vieira, 42

5.º Pedro Meireles, 34

6.º Ricardo Teodósio, 31,88

7.º Diogo Salvi, 30

8.º Bruno Magalhães, 22,31

9.º José Pedro Fontes, 18

10.º Daniel Nunes, 17

Próxima prova: Rali Vidreiro/Centro de Portugal/Marinha Grande (asfalto), dias 8 e 9 de junho.