MELBOURNE GRAND PRIX CIRCUIT, AUSTRALIA - MARCH 14: Lewis Hamilton, Mercedes AMG F1 W10 during the Australian GP at Melbourne Grand Prix Circuit on March 14, 2019 in Melbourne Grand Prix Circuit, Australia. (Photo by Sam Bloxham / LAT Images)
Se os testes de pré-temporada são usualmente pouco esclarecedores no que diz respeito ao escalonamento das equipas para as corridas que se avizinham, os primeiros treinos livres da temporada, neste caso para o GP da Austrália, em Melbourne, também não ajudam ao estabelecimento da ordem de competitividade. No entanto, os tempos de Lewis Hamilton e da Mercedes no cômputo dos dois primeiros treinos livres revelam que a equipa campeã do mundo continua a ter um dos monolugares mais competitivos.

Nos primeiros treinos, aquilo que já se percebeu foi que os monolugares de 2019 são mais rápidos do que os do ano passado, já que o melhor tempo de Hamilton no segundo treino livre a ser 1,3 segundos mais veloz do que o obtido na mesma sessão do ano passado, apesar do ligeiro aumento de peso dos carros deste ano. E foi precisamente esse melhor tempo de Hamilton no segundo treino que deixou os rivais com alguma preocupação, já que o registo de 1.22,600s foi secundado por um registo de 1.22,648s de Valtteri Bottas, também da equipa alemã, mas com o melhor dos outros a 0,8s, neste caso o Red Bull de Max Verstappen (1.23,400s).

Na primeira sessão de treinos livres, o equilíbrio havia sido maior, embora Hamilton tenha sido logo o mais rápido, mas com um tempo de 1.23,599s, contra 1.23,637s de Sebastian Vettel e 1.23,673s de Charles Leclerc, ambos em Ferrari.

No entanto, apesar do grande desnível entre performances da Mercedes e das demais no segundo treino livre, ainda não existem indicadores de que a situação seja diferente daquela que se viu em Barcelona, nos ensaios de pré-temporada, até porque as equipas exibem sempre programas diferentes entre si nos dois primeiros treinos livres, sendo o terceiro treino (na manhã de sábado) aquele que melhor ideia dá do que se pode esperar na qualificação.

Além da Ferrari, também os Red Bull-Honda parecem estar competitivos, sobretudo atendendo ao facto de que os carros de Max Verstappen e de Pierre Gasly bateram os dois Ferrari no segundo treino (o monegasco ficou até mais atrás depois de um pião nos instantes finais da sessão).

Equilíbrio a meio

O equilíbrio no meio da tabela parece, porém, ser muito mais interessante, com diversas equipas separadas por escassa margem, havendo uma única exceção, a Williams, cujos tempos ficaram bastante aquém do seria de esperar. Se no primeiro treino Kimi Raikkonen colocou o seu Alfa Romeo em sexto, mas com uma volta em 1.24,816s, longe do registo do Mercedes de Bottas, que havia sido o quinto (1.23,866s), na tarde, embora repetindo a posição, o finlandês da Alfa Romeo ficou bem mais perto do registo do quinto, que foi então Sebastian Vettel (1.23,572s contra 1.23,473s do antigo colega de equipa da Ferrari).

Aliás, na segunda sessão, entre o terceiro tempo de Verstappen (1.23,400s) e o 18º, que foi Lando Norris, no McLaren (1.24,773s), note-se a enorme proximidade entre todo o plantel. A exceção foi a Williams. Os dois pilotos ficaram bastante longe dos demais, com o melhor dos seus representantes, George Russell, a obter como melhor registo um tempo de 1.26,655s.