Vendas de carros a gasolina e Diesel acabam em 2040 no Reino Unido

Pedro Junceiro
Pedro Junceiro
Editor Conteúdos

As vendas de carros ligeiros de passageiros e de mercadorias com motores a gasolina e Diesel no Reino Unido vão acabar em 2040, anunciou hoje o Governo britânico, confirmando-se assim as informações surgidas hoje e que davam conta da intenção do Executivo de apenas permitir o comércio de veículos eletrificados a partir daquele ano.

Contudo, ao contrário do que surgiu anteriormente noticiado na imprensa britânica, os carros híbridos vão escapar à proibição, de acordo com o programa publicado ao final da manhã pelo Departamento do Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (DEFRA).

O estudo apresenta uma estratégia de luta contra a poluição do ar num valor de 2.7 mil milhões de libras esterlinas, seguindo assim o mesmo plano que o Governo francês de Emmanuel Macron estipulou há alguma semanas, embora neste último não tenha ficado explícito se os carros híbridos ou PHEV também irão ficar de fora.

Prevendo incentivos que passam até por um esquema de abate de veículos Diesel mais antigos, embora ainda não confirmados para entrada em vigor, o documento não descarta a possibilidade de as câmaras municipais britânicas criarem mais ‘zonas de ar limpo’, impondo taxas de circulação aos veículos poluentes que entrem nas localidades.

Para combater a poluição atmosférica dos automóveis, o Governo liderado por Theresa May pretende investir um total de 3 mil milhões de libras, incluindo 290 milhões de libras para a aquisição de táxis de baixas emissões poluentes. O Governo indica que os problemas de saúde gerados pela poluição ambiental dos automóveis custou à economia local um total de 2.7 mi milhões de libras em produtividade perdida. As autarquias terão ainda direito a um fundo para a conversão de transportes públicos para motorizações mais ecológicas, havendo mais 255 milhões para a alteração das estradas em termos de rotundas ou lombas, bem como para a reprogramação dos semáforos.

A rede de carregamento terá um investimento de 100 milhões de libras de forma a dar resposta às necessidades dos utilizadores de veículos elétricos.