Ensaio Hyundai i30: Mais perto do topo

Reis Pinto
Reis Pinto
Jornalista
Jornalista

Passo a passo a Hyundai vai fazendo o seu caminho, acabando com ideias preconcebidas e com preconceitos. Os carros coreanos já não temem comparações com os seus rivais europeus e o novo i30 é disso um belo exemplo. O Motor24 foi à luta com a motorização 1.0 T-GDI, um tricilíndrico de 120 CV, que não tem problemas para puxar os quase 1200 quilos do i30.

O primeiro impacto, o visual, é bastante positivo com o novo produto coreano a impressionar, mais ao vivo que em fotografia, graças a um comprimento considerável de 4,3 metros. Não se podem negar semelhanças, quando visto de traseira, com o Golf (foi desenhado por Peter Schreyer, que colaborou muitos anos com a… Volkswagen) e, de frente, com o Peugeot 308. Mas o todo resulta num automóvel coerente, com linhas fluidas e um design maduro de que é difícil não gostar.

Para este i30 a Hyundai partiu de uma folha em branco, com uma plataforma nova, novos motores, transmissão e “adoçou” tudo isto com uma completa lista de equipamento, independentemente da versão escolhida (e são 22).

Esta lufada de ar fresco sente-se no interior, na escolha de materiais, mas a Hyundai poderia ter ido um pouco mais além no desenho do tablier. Não que seja desagradável, mas poderia ser um pouco mais jovial. Falta-lhe, talvez, um pouco de cor.

Em termos ergonómico poucos reparos haverá a fazer, pois todos os comandos estão à mão e o grande monitor tátil, apesar de ser discutível do ponto de vista estético, está bem à altura dos olhos.

Os materiais utilizados são de qualidade, estão bem montados e ajudam a criar um ambiente de bem estar a bordo, onde abunda o espaço ou que não fosse um dos maiores carros do segmento. E isso vê-se bem na bagageira, com 395 litros de capacidade (subindo até aos 1301 com os bancos rebatidos).

Sentamo-nos e sentimo-nos bem no i30. É fácil encontrar a posição de condução adequada, o volante tem boa pega, os bancos são confortáveis e o motor bastante discreto ao ralenti.

Motor enérgico

E é neste motor de 1 litro de cilindrada e os três cilindros da moda que reside um dos encantos deste i30. Com uma sonoridade entusiasmante, este motor gosta mais dos médios e altos regimes o que, a par com uma caixa de engrenamento suave e preciso mas de reações algo longas, obriga a algum trabalho em cidade, ou seja, é preciso reduzir com alguma regularidade. E isso paga-se nos consumos, pois nunca nos conseguimos aproximar dos 5,8 l/100 km homologados pela marca. É preferível elaborar o seu orçamento mensal a contar mais com médias a rondar os 7,6 litros, o que está longe de ser escandaloso, tão agradável é este carro.


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Mais orientado para o conforto, como deve ser um familiar, o i30 isola bem os ocupantes da imperfeições da estrada e não coloca dificuldades de maior quando se aumenta um pouco o ritmo. Mas temos sempre de pensar que este é um carro para levar a família em segurança e não para andar a queimar borracha nos semáforos ou fazer tempos em estradas de montanha.

Muito equipamento

E foi a pensar no bem-estar dos ocupantes que a Hyundai recheou o i30 de equipamento, em especial nesta versão Launch Edition.

Numa lista não exaustiva, dispõe de regulação elétrica do apoio lombar, carregadores wireless de telemóvel, ecrã tátil de oito polegadas, ar condicionado automático, sistema de navegação, jantes de liga leve, óticas dianteiras e traseiras em LED, quatro vidros elétricos, vidros traseiros escurecidos, câmara de estacionamento traseira, iluminação em curvam, sinalizador de perda de pressão de ar dos pneus, controlo automático dos máximos, sistema de manutenção na faixa de rodagem, travagem autónoma de emergência e alerta de colisão iminente.

O preços das versões a gasolina do i30 começam 21 400 euros (1.0 TGDI 120 cv Comfort) e terminam nos 28 700 euros da versão 1.4 TGDI 140 cv e caixa 7DCT. O Diesel mais barato (1.6 CRDI95 cv Comfort) custa 24 900 euros e o mais caro (1.6 CRDI 136 cv Launch Edition e caixa 7DCT) chega aos 31 600 euros.

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