Renault Mégane R.S.: Quinze anos de história desportiva

Pedro Junceiro
Pedro Junceiro
Editor Conteúdos

Com o lançamento da mais recente geração do Mégane R.S. prevista para o próximo mês de maio, a Renault celebra os 15 desta gama desportiva mais radical.

A conexão do termo R.S. à família Mégane fez-se, pela primeira vez, no Salão de Frankfurt de 2003, quando a segunda geração deste compacto familiar recebeu uma variante de elevadas prestações preparada pelos engenheiros da Renault Sport, os mesmos que trabalham nos projetos desportivos da marca ao mais alto nível.

Seguindo as tendências da época, o Mégane R.S. II contava com motor de 225 CV e chassis em que o pivot independente na suspensão dianteira era uma das principais novidades. Chegava às estradas no ano seguinte, mas seria ainda melhorado por uma versão ainda mais radical apelidada de Trophy, a qual contava com um chassis de afinação distinta, lançada em 2005.

Dois anos mais tarde, a versão F1 Team R26 – que presta homenagem aos títulos de Campeão do Mundo da Renault na Fórmula 1, por intermédio de Fernando Alonso – introduz o diferencial autoblocante de forma a melhorar as suas prestações.

Para terminar a sua vida, a Renault lançou ainda uma série limitada R26.R em 2008, que contava com uma cura de emagrecimento de 123 kg e que logrou atingir um tempo recorde 8m17s no circuito alemão de Nürburgring Nordschleife.

Com uma nova geração do Mégane surgiu um novo R.S., desta feita em 2009, com um motor de 250 CV e um estilo ainda mais marcante, também graças à introdução da lâmina F1 no para-choques dianteiro.

Até 2016, o percurso do Mégane III R.S. apresenta-se sob a forma de séries limitadas e evoluções estilísticas. Em 2011, a versão Trophy, com o motor de 265 CV, distingue-se por um novo recorde em Nürburgring (8m07,97s). Os desempenhos progridem ainda mais com o 275 Trophy e o Trophy-R (2014). Ao volante desta última versão, Laurent Hurgon quebra a barreira dos oito minutos no circuito de Nordschleife, com um terceiro tempo recorde de 7m54,36s.

Das duas primeiras gerações do Mégane R.S. foram produzidas mais de 53.000 unidades, comercializadas na Europa, mas também no Japão, na Austrália, na África do Sul. Os seus maiores mercados são, no entanto, os europeus, com o francês e o alemão à cabeça.

Agora, em 2018, chega a vez da terceira geração do Mégane R.S., que mantém a mesma linhagem em defesa de um legado precioso.

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