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Jean-Michel Jarre: O ‘arquiteto’ da música eletrónica para ‘construir’ os sons da Renault

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É talvez uma das músicas mais utilizadas por programas de desporto em rádios regionais e não só, mas representa muito mais do que isso. ‘Fourth Rendez-Vous’, de Jean-Michel Jarre, considerado um dos pioneiros da música eletrónica, tornou-se hino das façanhas da Humanidade no espaço, mas também sinónimo de um certo espírito atlético e de quebra dos limites. Hoje, o compositor alarga o seu campo de atuação e serão dele os sons que os utilizadores dos futuros Renault irão ouvir ao entrar nos seus elétricos.

Com a era da eletrificação a despontar, abrem-se novos mundos para a criação artística em torno do som, face à ausência de motores de combustão que se façam ouvir. Neste sentido, não é estranho que alguns construtores procurem algo de diferente – a BMW associou-se ao compositor de bandas sonoras Hans Zimmer e a Fiat, por outro lado, recorreu à tradição cinematográfica italiana para utilizar um excerto da composição de Nino Rota para o filme ‘Amarcord’, de Federico Fellini. Diferentes meios para o mesmo fim – criar algo único e inconfundível para quem está fora e no interior dos automóveis.

SAIBA COMO TUDO MUDOU MENOS O NOME NO NOVO SCÉNIC E-TECH

No caso da Renault, até pela conjugação de nacionalidades, surge Jean-Michel Jarre, que para as novas gerações pode ser um ilustre desconhecido, mas que conta no seu currículo com músicas que marcaram gerações, sobretudo nas décadas de 1980 e 1990 – criando sonoridades assentes nos seus sintetizadores e reunindo multidões um pouco por todo o mundo, desde a China aos Estados Unidos da América, passando pelo Egito. Aliás, foi neste último local, num concerto de passagem de 1999 para 2000 que se reuniram cerca de 120 mil pessoas para assistir a um espetáculo de cor, luz e som.

A cooperação com a Renault para o desenvolvimento dos sons dos futuros veículos elétricos da marca francesa começou, precisamente, no Salão de Munique de 2021, quando Luca de Meo, CEO do Grupo Renault, se encontrou com o artista para debater uma ideia ainda muito embrionária daquilo que viria a ser a cooperação atual.

Jarre associou-se à Renault, juntamente com a Ircam (parceira de longa data da Renault, que leva a cabo pesquisas nas áreas de música e acústica) e as equipas de design de som do grupo, para desenvolver dois tipos de sons: os VSP (sons do automóvel para peões, para avisar as pessoas da presença do automóvel quando este se desloca a menos de 30 km/h) e a sequência sonora de boas-vindas (que é reproduzida quando o condutor se senta no automóvel).

Analisaram todos os pormenores, até ao último decibel, para criar sons que captam o espírito da marca Renault. “Crystal Garden”, uma faixa do último álbum do artista, “Oxymore”, inspirou o VSP e a sequência de boas-vindas oferece ao condutor e aos passageiros uma curta-metragem com banda sonora de Jean-Michel Jarre (existe uma especial na versão Esprit Alpine).

Além disso, Jean-Michel Jarre e as suas equipas participaram no desenvolvimento do sistema de áudio do novo Scénic E-Tech elétrico, para uma experiência sonora amplificada e envolvente, em parceria com o fornecedor de som premium da Renault, a Harman-Kardon.

Falando sobre a participação de Jarre na conceção sonora do novo Scénic E-Tech, o responsável de design da Renault, Gilles Vidal, aponta que o francês é um pouco como um “arquiteto de sons”, sendo por isso um parceiro importante para esta nova fase da marca do losango.