Mais veneno para o escorpião

Rui Pelejão
Rui Pelejão
Editor-Executivo

O Abarth Day, ajuntamento e track day no Circuito de Braga, reservado aos amantes da marca italiana do grupo FIAT de Cristiano Ronaldo, foi o palco de apresentação nacional de dois novos modelos com a tatuagem do escorpião

A Abarth, fundada por Carlos Abarth em 1949, é uma marca com longas tradições desportivas e escolheu para seu símbolo o escorpião. A associação ao Grupo FIAT, primeiro como preparador de versões desportivas e agora com marca autónoma permitiu-lhe nos últimos anos reforçar a identidade própria e dar-lhe maior notoriedade, sobretudo com as radicais “transformações” que tem vindo a fazer do FIAT 500. A última dela é o Abarth 695 Rivale, modelo que agora entra em comercialização no mercado nacional.

Trata-se de uma versão requintada e com um look náutico que resulta precisamente da associação com a marca italiana Riva, empresa especialista em embarcações de luxo que assinala 175 anos de vida.

Segundo a Abarth, este é “um veículo para o asfalto escaldadente que nasce da água” e que no Circuito de Braga se sente como peixe na água, graças ao seu baixo peso, às suspensões Koni com sistema FSD (Frequency Selective Damping), pinças de travão de quatro pistões da Brembo e, naturalmente, o motor 1.4 de 180 Cv.

Ágil, rápido e capaz de levantar a rodinha sem sobressalto na entrada das curvas mais fechadas, o Abarth Rivale parece uma lancha rápida a deslizar no asfalto. A decoração, tanto exterior, como interior remete para temas náuticos, com especial destaque para o tablier de madeira envernizada e vários outros elementos em fibra de carbono.

Com capota, sem capota

Já o Abarth 124 GT é no fundo a versão com hardtop do roadster revivalista relançado pela FIAT, utilizando a base mecânica do Mazda MX-5.

A quintessência deste novo modelo está precisamente na capota em fibra de carbono, colocada por cima da capota de lona, e que pode ser removida em período estival ou então ser usada para melhorar a insonorização ou o comportamento dinâmico. A acompanhar esta transformação em GT uma série de detalhes estílisticos que lhe dão uma personalidade única e bem agressiva.

O Abarth 124 GT recorre ao motor Multiair 1.4 com 170 Cv, o que lhe permite atingir os 100 km/h em apenas 6,8 segundos e atingir os 232 km/h de velocidade máxima. O cliente pode optar por caixa manual de seis velocidades ou caixa automática Sequencial Desportiva Esseesse.

Em pista, e graças à distribuição de peso entre ambos os eixos (50/50) e à boa resposta do motor desde baixas rotações (apesar de se exprimir melhor em altas) o Abarth 124 GT é uma máquina de diversão. Podemos ensaiar umas boas atravessadelas, já que tem um comportamento muito neutro e previsível, apesar da suspensão continuar um pouco branda, mais em benefício de um passeio por uma marginal à beira mar do que para abordar uma chincane no Circuito Vasco Sameiro em Braga.

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