Manutenção de ‘braço-de-ferro’ na Autoeuropa seria “derrota para os portugueses”

Pedro Junceiro
Pedro Junceiro
Editor Conteúdos

Com o novo T-Roc a chegar agora ao mercado, a questão da produção do modelo na fábrica setubalense da Autoeuropa continua a centrar as atenções, mantendo-se um ‘braço-de-ferro’ entre a administração e a comissão de trabalhadores devido aos novos horários de trabalho. Para a SIVA (Sociedade de Importação de Veículos Automóveis), importadora da marca Volkswagen, essa é uma situação que não causa preocupações em termos de capacidade de produção e de resposta à procura.

Na conferência de apresentação de resultados do grupo SIVA, Pedro de Almeida, Administrador da companhia que gere os destinos de Volkswagen, Audi e Skoda, entre outras, foi questionado sobre a questão da produção do T-Roc e a falta de entendimento que tem marcado as últimas semanas e que levou já à aprovação em plenário de uma proposta de greve para os dias 2 e 3 de fevereiro.

Não obstante, este responsável garante não estar preocupado: “não acredito que a produção seja afetada. Creio que a própria marca, se vir que não se conseguem produzir os 200 ou 220 mil veículos estimados, encontrará soluções noutro lado qualquer. Mas não creio que isso vá acontecer”, referiu no encontro com os jornalistas, aludindo ao potencial risco de deslocalização da produção para qualquer outra fábrica. Recorde-se que a Autoeuropa irá produzir todos os T-Roc para o mercado europeu, mas não para os outros continentes.

“Derrota para os portugueses”

Debruçando-se um pouco mais sobre o tema, Pedro de Almeida explicou, a título de “opinião pessoal” que este braço-de-ferro “é um perfeito absurdo e não estou a dizer quem é que tem razão ou não. Mas, visto de fora, num país em que a economia cresce 1 ou 2% por ano e em que nesta fábrica se produz um modelo que pode contribuir com mais de 1% para o PIB e com mais de quatro mil postos de trabalho, não percebo como é que não se chega a um entendimento”.

Finalizando o tema, o homem-forte da SIVA lamentou que, acima de tudo, esta situação possa vir a ser “uma derrota para os portugueses o facto de isto não se resolver”.

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