Mercedes-Benz ‘Esquadrão’ Classe X!

Pedro Junceiro
Pedro Junceiro
Editor Conteúdos

Abordar o novo Mercedes-Benz Classe X sem mencionar a sua génese é passar ao lado de metade da história essencial desta nova e, porque não dizê-lo, surpreendente pick-up de corpo germânico, mas mentalidade muito nipónica.

Com efeito, a base desta Classe X é a do Nissan Navara, mas ficar apenas por esse facto seria muito limitativo para o modelo da marca de Estugarda. Isto porque o X tem mudanças suficientes para que seja tratado sem esse tipo de estigmas, tanto por fora, como por dentro, não se podendo ainda ignorar as novidades do interior. Sobretudo, pela oferta de um modelo Premium num segmento que tem poucos representantes deste género.

“Um alemão, um japonês e um francês entram num bar…”

Poderia ser o início de uma qualquer piada, mas é uma introdução algo livre para aquilo que se pode considerar como o nascimento deste Classe X. Na verdade, o Classe X é apenas um dos três modelos a partilhar alguns componentes e plataforma. Na génese está o Nissan Navara, cuja evolução técnica permitiu à Mercedes-Benz ter aqui, desde logo, uma boa base. O terceiro elemento desta história virá, dentro em pouco, da Renault, respondendo pelo nome de Alaskan. Mas agora é o momento do X.

Importa destacar, antes de mais, o belíssimo trabalho efetuado pelos responsáveis de design da Mercedes-Benz na realização desta pick-up. Adota um visual que não ‘descola’ das suas origens germânicas, conseguindo fundir esse espírito numa classe que, à partida, é complicada de diversificar em termos de imagem. Na frente, os faróis com tecnologia LED de alta performance são ponto chamativo, o mesmo se aplicando à grelha desportiva com duas lamelas com o logótipo da estrela está bem no centro. A marca apelida este figurino de ‘design SUV 3.0’. O perfil e a traseira são de mais difícil resolução estética, mas os farolins traseiros são até um bom elemento deste Classe X, que na marca alemã terá apenas versão de cabina dupla. Isso equivale a dizer também que a marca germânica terá apenas versões com esquema traseiro de suspensão com molas helicoidais.

Mais do que uma adaptação

Em termos de engenharia, o trabalho da Mercedes-Benz vai além do aspeto visual e de um interior mais requintado. A marca de Estugarda preparou, assim, um chassis de longarinas com rigidez à torção, eixo traseiro rígido multi-link, suspensão dianteira de travessas duplas e blindagem inferior com três secções.

No interior, mais requinte para aproximar este modelo dos padrões tradicionais Mercedes-Benz, destacando-se por particularidades como o volante desportivo de três braços, grupos ovais de saídas de ventilação com elementos circulares em ‘X’, tablier com pele sintética e pespontos, forro do tejadilho em preto ou ‘macchiato beije’, além de um sistema de multimédia com ecrã ‘flutuante’ no topo do tablier e de três tipos de opções de acabamentos interiores (incluindo em Silver Shadow) e bancos com pespontos contrastantes em castanho avelã e conjuntos de pele preta-pele Artico/Dinamica. Efetivamente, sente-se um aumento da qualidade percebida a bordo, sobretudo quando a bordo do modelo mais equipado (Power), havendo também a salientar a qualidade da construção, mesmo que nalguns pontos apareçam plásticos rijos em maior número, como na zona inferior do tablier.

Quanto a equipamento, dependendo de cada uma das três linhas de equipamento disponíveis, estão à disposição sistemas multimédia HMI-NTG 5.0, ar condicionado de duas zonas, pack parking com câmaras de 360º, acesso e ignição Keyless Go, assistente ao arranque em subida e aplicação de conectividade Mercedes.me.

Em termos de segurança, a marca disponibiliza o Active Brake Assist, sete airbags, controlo de estabilidade ESP com função de trailer, assistente de manutenção de faixa, reconhecimento de sinais de trânsito e sensor de pressão dos pneus.

Motores à escolha

No lançamento da Classe X (as primeiras unidades começam a ser entregues em janeiro), estarão disponíveis duas versões Diesel de um motor que é já conhecido doutras paragens. Trata-se do motor 2.3 turbodiesel de quatro cilindros com dois níveis de potência: no caso da versão X250 d conta com 190 CV de potência e 450 Nm entre as 1500 rpm e as 2500 rpm, enquanto a variante X220 d serve de acesso à gama com 163 CV de potência e 403 Nm com o mesmo nível de rotações atrás indicado.

Ambos os casos têm tração traseira mas com possibilidade de equiparem também o sistema 4Matic (4×4 comutável), ao passo que a X250 d pode ter caixa manual ou automática de 7 velocidades, ao contrário da versão de acesso, que está apenas equipada com caixa manual.

Para o segundo semestre de 2018 está reservada a chegada de uma versão equipada com motor próprio Mercedes-Benz na forma de um V6 Diesel de 258 CV e 550 Nm de binário disponível logo às 1400 rpm. Para esta versão X350 d 4Matic, que será a topo de gama, está reservada uma caixa automática 7G-Tronic Plus e tração integral permanente. Esta versão mais potente terá associada sistemas Dynamic Select, patilhas atrás do volante, função start-stop, assistente ativo de faixa de rodagem e estará disponível apenas nas duas versões mais equipadas Progressive e Power.

Off-Road a sério

Para esta pick-up, credenciais aventureiras a sério: além da tração integral 4Matic, a Classe X conta com sistemas Downhill Speed Regulation (DSR), que mantém a velocidade de descida nos 8 km/h em inclinações mais íngremes, caixa com redutoras (ativadas a partir de um comando rotativo na base da consola central) e bloqueio de diferencial traseiro.

Para transpor obstáculos mais difíceis, características avançadas – 30,1º de ângulo de ataque, 22º de ângulo ventral, 49,8º de inclinação máxima, 600 mm de profundidade de submersão e, por fim, 221 mm de distância ao solo (na opção de suspensão sobrelevada em 20 mm). Nota, ainda, para as 3.5 toneladas de carga máxima de reboque, 1.1 toneladas de peso máximo de carga e carregamento Europalete.

Com linhas Pure, Progressive e Power, a nova Classe X está disponível a partir dos 30.965€ (sem IVA) na versão X220 d 4×2 de caixa manual e dos 37.972€ (sem IVA) na variante 4Matic com este mesmo motor e nível Pure (mais 1700€ sem IVA para o Progressive). As versões X250 d têm custos base de 33.345€ (sem IVA) 4×2 na caixa manual (1700€ é o custo da caixa automática) e de 38.762€ para a versão com tração 4Matic e caixa manual no nível Pure. A caixa automática é uma vez mais um opcional.

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