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Rimac Nevera: ‘Tempestade’ elétrica de quase 2000 CV para esmagar a concorrência

A Rimac Automobili apresentou aquele que pretende ser um dos hiperdesportivos mais rápidos de sempre, o Nevera, que é a versão final do C_Two revelado anteriormente e face ao qual conta com diferenças importantes. Com quatro motores elétricos, a potência total do Nevera atinge os 1914 CV, enquanto o binário cifra-se nos estratosféricos 2360 Nm, podendo ter assim tração integral. Com produção limitada a apenas 150 unidades, cada uma delas terá um custo de dois milhões de euros.

Numa ‘tempestade’ no segmento dos hiperdesportivos elétricos, a Rimac surpreende com a versão definitiva do C_Two que em 2018 tinha sido apresentado ainda como protótipo, mas já com muitas expectativas por bater. E, falando em fenómenos da natureza, este Nevera conta com um nome croata para descrever as tempestades de formação rápida no Mediterrâneo, as quais são “extremamente poderosas e carregadas de relâmpagos”. Eis a mesma filosofia que serve de base ao Nevera da Rimac.

A marca criada por Mate Rimac continua a dar passos decisivos em frente e, a par dos seus acordos de parceria com a Porsche e com a Hyundai, avança com os seus automóveis como ‘montras’ tecnológicas daquilo que é capaz de fazer.

“É isto. Este é o carro que eu tinha em mente quanto embarquei na viagem ‘impossível’ de há dez anos. Todo o nosso trabalho árduo resultou no Nevera – o nosso hipercarro que quebra todos os recordes. Este carro foi criado para superar e para elevar a fasquia, redefinindo a norma para os desportivos de alta performance. E não só em prestações, mas como um pacote completo. Quando revelámos o C_Two, estabelecemos os nossos objetivos numa posição bastante elevada. Não havia nada sequer perto de igualar a motorização elétrica de ponta e a sua performance extrema. Mas, para nós, foi apenas o ponto de partida”, afirma Mate Rimac, fundador e CEO da Rimac Automobili.

Melhoria da aerodinâmica

Em comparação com o protótipo de que deriva, o Rimac Nevera enverga uma série de melhorias, sobretudo na vertente aerodinâmica, na qual apresenta uma melhoria de 34% em eficiência. Muito do desenho do C_Two foi evoluído, como o capot, os difusores e perfis aerodinâmicos na carroçaria, a par dos radiadores. O objetivo foi incrementar a eficiência dos fluxos de ar, reduzindo o atrito e mantendo a carga aerodinâmica em patamares muito elevados, sem colocar em causa a refrigeração dos sistemas de travagem (com discos da Brembo em carbocerâmica) e motrizes, os quais apresentam mesmo uma melhoria de 30% a baixas velocidades e de 7% a altas velocidades.

Além disso, diversos elementos de aerodinâmica ativa permitem uma adaptação em tempo real às circunstâncias, variando entre perfis de carga elevada e de baixa resistência.

Apesar de incorporar uma série de elementos aerodinâmicos, bem como muitas câmaras e sensores que permitem uma inovadora função de ‘Treinador Virtual’ com base em dados de inteligência artificial (IA), a Rimac admite que teve grande atenção para que o desenho fosse graficamente coerente, combinando dramatismo com beleza e tecnologia como pano de fundo.

Prestações de cortar o fôlego

O esquema motriz do Nevera é complexo, pensado para elevadas prestações. Quatro motores elétricos, um por cada roda, para um total de 1914 CV de potência e 2360 Nm de binário, com tração integral e sistema de vetorização de binário para controlar a entrega da potência ao asfalto. As rodas dianteiras e traseiras estão ligadas, cada uma, a um par de caixas de uma velocidade. A marca garante que os seus motores elétricos têm uma eficiência energética de 97%, o que compara com os cerca de 40% dos motores de combustão interna mais eficientes, dispondo ainda de uma ‘vida’ sem manutenções obrigatórias.

Já a energia é fornecida por uma bateria de 120 kWh em forma de ‘H’, colocada sobre o piso e que é concebida em lítio-níquel-manganês, com desenvolvimento e produção da própria Rimac, com uma autonomia estimada de 547 quilómetros em ciclo WLTP. A bateria está integrada na própria estrutura e, de acordo com a marca croata, acrescenta 37% de rigidez estrutural à monocoque em fibra de carbono. O seu posicionamento baixo e central sob o piso ajuda a uma distribuição de peso de 48/52 entre a frente e a traseira para melhorar a sua dinâmica.

Nas prestações, o Nevera assume-se como um dos modelos mais rápidos do mundo, mesmo considerando os automóveis de competição. A aceleração dos zero aos 96 km/h cumpre-se em apenas 1,85 segundos, enquanto a barreira dos 160 km/h (100 mph) é superada em 4,3 segundos. A velocidade máxima é de 412 km/h.

Para que ofereça diferentes competências, o Nevera foi desenvolvido com modos de condução distintos que alteram a aceleração, a direção ou o amortecimento, podendo o condutor selecionar entre os modos ‘Sport’, ‘Drift’, ‘Comfort’, ‘Range’, ‘Track’ e dois de personalização.

Treinador ‘de bancada’

Já mencionado, o sistema de ‘Treinador Virtual’ de condução permite ao condutor melhorar as suas capacidades em pista por intermédio do próprio compêndio tecnológico do Nevera. Assim, com recurso a 12 sensores de ultrassons, 13 câmaras, seis radares e ao sistema operativo Pegasus da NVIDIA, o condutor será ajudado nalguns circuitos selecionados para que aperfeiçoem as suas trajetórias, travagens ou aceleração. O sistema apenas estará disponível em 2022, numa atualização ‘over-the-air’ a disponibilizar pela marca.

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