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ANECRA: Inquérito a empresas do setor automóvel revela grandes quebras na faturação e serviços

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Em pleno Estado de Emergência, a ANECRA levou a cabo um estudo para avaliar os efeitos da pandemia de Covid-19, que obrigou a alterar bastante o padrão de funcionamento das empresas no setor da reparação e manutenção automóvel. Entre os dados mais relevantes estão a redução de faturação bastante significativa sofrida por praticamente todas as empresas na área (97%) e do número de serviços.

Num estudo que recolheu informação sobre a atividade económica e empresarial do setor que representa, a Associação Nacional das Empresas de Comércio e da Reparação Automóvel (ANECRA) procurou encontrar alterações recentes na atividade, mudanças nos serviços e as dificuldades identificadas pelos empresários através do ‘Inquérito – Estado de Emergência face ao COVID-19’.

Com a maioria das respostas maioritariamente obtidas nas regiões do Grande Porto e da Grande Lisboa (53% em combinação), o estudo identificou ainda a área da Manutenção e Reparação Automóvel como a mais preenchida, com 86% de representação embora algumas das empresas (9%) tenham atividade em mais do que uma das quatro áreas (Manutenção e Reparação Automóvel, Comércio de peças, Comércio de viaturas novas e Comércio de viaturas usadas).

Dentro dessa área, por ser a mais representativa, foi ainda pedido às inquiridas que indicassem as especialidades em que operam, isto dentro de quatro áreas possíveis: Mecânica; Chapa e/ou Pintura; Pneus; e Serviços rápidos. A grande maioria (82%) pratica mecânica, seguindo-se os serviços rápidos praticados por 71% das empresas. O serviço de chapa e/ou pintura é praticado por 44% das empresas, com a atividade relacionada com os pneus a ser praticada por 42% das empresas.

Setor do comércio é o mais afetado

No cenário de emergência face à Covid-19, com uma média de empregados nas empresas do setor de 8,7, um dado positivo registado pela ANECRA é que 40% das empresas responderam que mantiveram todos os trabalhadores em horário completo. É na área do comércio, atendendo ao encerramento de portas de estabelecimentos não essenciais, que se nota maior redução, com 45% das empresas a referirem que não tinham qualquer trabalhador em horário completo.

Dado bastante significativo do impacto das medidas de restrição implementados pelo Governo é o da redução da faturação, com 97% das empresas inquiridas a registarem uma quebra na faturação – 42% das empresas refere que a sua faturação baixou mais de 70%, das quais 42% registaram uma quebra superior a 70%. O maior decréscimo de faturação é sentido, uma vez mais, entre as empresas da área do Comércio, com 65% das companhias a responderem que a sua quebra de faturação foi superior a 70%.

A contribuir para este resultado está a indicação dada por 100% das empresas de que houve uma redução no número de serviços, com 44% das empresas a indicar que o número dos seus serviços baixou mais de 75% na fase de emergência.

Em virtude desta quebra nos serviços e na faturação, mais de metade das empresas (53%) demonstrou a sua intenção de aderir ao Regime de Lay off Simplificado, prevendo estender a medida a mais de 70% dos seus trabalhadores. De todas as respostas, apurou-se o valor médio potencial de 74% de trabalhadores em Lay off (dentro das empresas que estão em condições de aderir).

Também aqui 68% das empresas de Comércio potencialmente aderentes, referiu que mais de 70% dos seus trabalhadores poderão entrar em Lay off, enquanto 51% das empresas de Manutenção e Reparação, potencialmente aderentes, referiu que mais de 70% dos seus trabalhadores poderão entrar em Lay off.

Um elemento potencialmente importante é o recurso à Linha de Crédito oferecida pelo Governo, com as respostas a demonstrarem que não existe uma tendência claramente maioritária sendo de destacar que apenas 25% das empresas inquiridas responderam afirmativamente, com outros 44% a responderem que ‘talvez’.

As respostas foram obtidas através do site da ANECRA, entre os dias 30 de março
e 9 de abril de 2020, com 481 respostas de empresas.

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