A semana passada, um avião fez um voo histórico, conseguindo cobrir a distância de 14.500 km entre Perth, no oeste da Austrália, e o aeroporto de Heathrow, em Londres, sem parar uma única vez. Foi o primeiro voo sem escalas entre a Europa e a Austrália, e vai tornar-se uma rota regular, servindo para unir os dois continentes mais facilmente, com o Boeing 787-9 Dreamliner da Qantas.

A viagem durou 17 horas no voo contínuo, quando, com escala no Médio Oriente, teria que ser feita em um dia e meio. A viagem direta para Perth também vai facilitar o acesso a outros pontos do continente australiano, como Sydney e Melbourne, que também só eram acessíveis da Europa através de escalas no Médio Oriente. O Dreamliner da transportadora aérea australiana tem 42 lugares em classe Business, 28 em Premium e 166 em classe económica.

O segredo do Boeing 787-9 está na construção, preparada para reduzir o consumo de combustível em 20 por cento, comparativamente a aviões similares e ampliar a distância total de voo. Com 63 metros de comprimento, é o segundo mais comprido da gama 787 (contra 57 do 787-8 e 68 do 787-10, com quem partilha a envergardura de 60 metros. A estrutura recorre a vários materiais compósitos de baixo peso, enquanto elementos aerodinâmicos, como a ponta das asas ou o leme, têm menor resistência ao ar.

Os motores são os GEnx fornecidos pela GE Aviation, quer permitem ao 787 atingir uma velocidade máxima de Mach 0,85 (1050 km/h). Estes motores pesam apenas 180 kg, com novas turbinas construídas em materias compósitos, e 18 pás em vez de 22. O objetivo da GE era reduzir o consumo em 15 por cento em relação ao seu motor CF6, e par isso recorre a uma turbina de baixa pressão, com um combustor mais eficiente. A GE espera conseguir com que o avião da Qantas poupe 1,3 milhões de euros por ano em combustível.

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