Desde 1973 que é proibido fazer voos supersónicos sobre o território dos Estados Unidos. Ao quebrar a barreira da velocidade do som (cerca de 340 metros por segundo), um avião cause sempre um estrondo extremamente barulhento, que pode ser ouvido a quilómetros e estilhaçar vidros nas imediações. Isto foi um sério obstáculo para a evolução tanto de aviação militar como comercial. Mas a NASA não parou de procurar uma solução, e está perto de revelar como vai ser feito o primeiro avião supersónico silencioso.

O projeto X-59 foi criado pela NASA com dois objetivos: desenhar e construir um avião supersónico que reduz o barulho do estrondo para o barulho de uma palmada e pilotá-lo sobre zonas urbanas para analisar respostas humanas ao som criado pela aeronave. Os dados recolhidos pela NASA vão ser usados por entidades reguladoras da aviação, tanto nos Estados Unidos como a nível internacional. O avião em si está a ser construído pela Lockheed Martin, com um custo de 247,5 milhões de dólares (210,5 milhões de euros), mais os 20 milhões que já tinham sido entregues para pesquisa.

Espera-se que o avião supersónico silencioso X-59 QueSST esteja pronto em 2021. Vai ter um único jato, mas será o suficiente para atingir uma velocidade de Mach 1,42 (1690 km/h), a uma altitude de 55 mil pés (16.700 km). Até lá, a NASA tem continuado a testar a tecnologia.

Jim “Clue” Less, piloto de testes da NASA na base aérea Armstrong, foi o escolhido para experimentar o F/A-18, onde é possível simular algum do efeito esperado do X-59. Até aqui, a Mach 1,1 (1350 km/h), o som continua audível no local onde o piloto ultrapassou a barreira do som, mas mal se ouve a alguns quilómetros de distância. Ao que parece, os aviões comerciais supersónicos não deverão mesmo estar muito distantes.

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