A marca Lancia já não existe, mas uma legião de fãs ainda se recorda de nome, associado aos grandes sucessos desportivos de modelos lendários como o Fulvia, Stratos, Beta Montecarlo e Delta Integrale. Este último é considerado por muitos como o último verdadeiro Lancia, cuja produção terminou em 1992.

Agora, mais de 25 anos depois, um entusiasta chamado Eugenio Amos quer trazer de volta o Delta Integrale, prometendo construir uma série limitada, com uma aparência facilmente reconhecível, reproduzindo fielmente quase todas as linhas do modelo original, mas com algumas modificações. Em particular, enquanto o Delta original era uma berlina de dois volumes e cinco portas, esta recriação não tem portas traseiras. O para-choques dianteiro também é claramente diferente, assim como os alargamentos dos guarda-lamas, o pilar C é menos inclinado, e a asa traseira tem um formato mais compacto.

Através da Amos Automobili, o italiano pretende construir 15 unidades, de um modo semelhante ao que a Singer fez com o Porsche 911 original. Neste caso, Eugenio Amos vai aproveitar os chassis dos Delta Integrale originais, mas com uma nova carroçaria feita em fibra de carbono. No interior, vão desaparecer todos os confortos para replicar o cockpit de um carro desportivo. O motor 2.0 turbo é o mesmo do HF Integrale 16V Evoluzione, o último Delta Integrale produzido, mas com a potência aumentada de 210 para 330 cv, tirando todo o proveito do potencial do sistema de tração às quatro rodas.

Amos ainda não tem um preço final para o seu carro, mas com estes melhoramentos, não deve ser barato, até porque um exemplar de 1992 foi vendido recentemente num leilão da Sothebys, em Nova York, por 190.400 dólares (163 mil euros). Novas evoluções serão divulgadas no Instagram da Amos Automobili, onde Eugenio Amos também mostra algumas das peças da sua coleção.

 

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