A Shell é das empresas mais petrolíferas com planos mais definidos para reduzir a importância do petróleo e concentrar-se noutras fontes de energia. Para mostrar que está a falar a sério e que não é apenas propaganda fácil, até o presidente da empresa já afirmou que o seu próximo carro vai ser elétrico.

Desde 2013 que a Shell está a trabalhar nessa área, definindo agora um novo objetivo, com o programa Sky, com o qual pretende acabar com as emissões de dióxido de carbono até ao ano 2070, reduzindo a temperatura média global em dois graus. É um objetivo ambicioso, que a Shell explica em sete pontos. O primeiro é mudar os hábitos dos consumidores para preferir fontes de energia mais eficientes e menos baseadas no carbono. Segundo, esta mudança deverá ser feita por passos onde se vai ganhando eficiência. Em terceiro lugar, as emissões de carbono deverá ser implantadas a nível global durante a próxima década, seguindo-se um crescimento da geração de energia elétrica, que deverá ser cinco vezes maior que a atual.

As fontes renováveis deverão ultrapassar os combustíveis fósseis até 2050, e o restante do CO2 produzido deverá ser capturado por nada menos que 10 mil unidades fabris para remoção deste gás da atmosfera. Finalmente, a desflorestação a nível global deve ser zero, com eliminação de áreas verdes compensada pela plantação de novas florestas. Isto deverá contribuir para uma redução de 1,5 graus da temperatura, cumprindo os objetivos dos Acordos de Paris.

A Shell encara como desafios a popularidade e uso fácil do carvão, especialmente em economias emergentes, a falta de alternativas para transportes aéreos e marítimos, produção de químicos ou outros processos industriais, o atraso no desenvolvimento de células de combustível e uma simples falta de vontade de mudar, mesmo quando o resultado final é demonstrado como melhor em comparação com a situação atual.