No Brasil, a reciclagem não está tão culturalmente enraizada como na Europa, e muito do trabalho de recolha de lixo diferenciado é feito por catadores, que vasculham entre o lixo à procura de material como papel e vidro. Mas agora surgiu uma forma de simplificar o trabalho de recolha, com o aplicativo de smartphone Cataki, premiado pelo Observatório Netexplo da UNESCO como uma das principais inovações tecnológicas para 2018.

O Cataki permite registar catadores numa área, bem como casas onde eles podem recolher lixo o lixo, permitindo-lhes coordenar o trabalho de modo a tornar-se mais eficiente e menos oneroso em tempo, cansaço e dinheiro. Os catadores são pagos 200 reais (50 euros) por tonelada de papel recolhido, e 50 reais (12,5 euros) por tonelada de vidro, para serem reciclados.

O aplicativo foi criado pela organização não-governamental Pimp My Carroça, criada por um artista de espaços urbanos, e já registou 300 catadores e 1000 casas onde estes podem fazer o serviço. No entanto, estima-se que existem 400 mil catadores no Brasil, pelo que apenas uma quantidade ínfima aderiu a este serviço. O site cataki.org oferece autocolantes e estampas para t-shirt de modo a permitir aos catadores e apoiantes popularizarem deste aplicativo, que vai promover o uso da reciclagem.