BMW i8: Duas novidades híbridas de uma assentada

Pedro Junceiro
Pedro Junceiro
Editor Conteúdos

De uma assentada, a BMW revelou duas novidades no Salão de Los Angeles. Por um lado, o i8 Roadster, que se assume como uma estreia absoluta no âmbito da gama ecológica ‘i’ e, por outro, uma melhoria de características que também abarca o i8 Coupé.

O conjunto híbrido deste desportivo que muitos apontam como um rival para o Porsche 911 foi ligeiramente melhorado para oferecer prestações mais elevadas, disponibilizando 231 CV e 320 Nm de binário a partir do motor a gasolina de 1.5 litros e três cilindros (que transmite a sua potência ao eixo traseiro).

No entanto, a evolução mais notória está no motor elétrico que passou a oferecer 143 CV (em vez dos anteriores 131 CV). Combinados, os dois debitam agora 374 CV de potência, o que lhe permite acelerar dos 0 aos 100 km/h em 4,2 segundos no caso do coupé e em 4,4 segundos no caso do novo Roadster. O consumo médio anunciado é de 2,1 l/100 km.

A bateria tem agora uma maior capacidade, subindo para os 11.6 kWh. Com isso, o i8 (e o i8 Roadster) consegue circular em modo puramente elétrico até aos 105 km/h no modo Normal e até aos 120 km/h com o modo elétrico selecionado (eDrive). A autonomia em modo elétrico é de 53 quilómetros. Quanto ao carregamento das baterias, são precisas menos de quatro horas e meia para completar um processo de carga numa tomada de 230 V e 10 A) e cerca de três horas numa tomada de 230 V e 16 A).

Em termos de novidades técnicas, as mesmas são válidas para o coupé e Roadster, sendo este último que, depois, concentra as atenções. Ao invés do modelo lançado em 2013, o descapotável passa a ser um carro para apenas duas pessoas, levando apenas 15 segundos no processo de abertura ou de fecho do teto em lona, mais leve do que uma solução semelhante com tejadilho rígido. Ambas as operações são possíveis de efetuar em andamento desde que não se superem os 50 km/h. Para proteger o conforto dos ocupantes, uma vez recolhida a capota de lona, eleva-se uma pequena janela traseira para servir de corta-vento.

Com grande recurso a materiais como plástico reforçado com fibra de carbono e alumínio, o Roadster conta com elevada rigidez estrutural, pelo que não se altera em demasia a sua funcionalidade dinâmica quando comparado com o coupé. Uma vez que não foram necessários muitos reforços suplementares da carroçaria para compensar a perda do teto rígido, o peso apenas aumentou 60 kg. A suspensão de série tem amortecimento variável e as jantes são de 20 polegadas.

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