Um dos principais problemas com a poluição urbana é o excesso de dióxido de carbono na atmosfera, principal gás responsável pelo efeito de estufa e, como consequência, pelo aquecimento global. Retirar o CO2 do ar das cidades é cada vez mais difícil, pela eliminação de espaços verdes naturais. Mas o mundo industrial propõe uma alternativa, a captura de carbono, que vai retirar este gás do ar e reciclá-lo, por um preço que promete ser cada vez mais baixo.

A Carbon Engineering, empresa que conta com Bill Gates na sua lista de acionistas, encomendou um estudo científico para analisar os custos potenciais do uso deste processo. Publicado no jornal científico Joule, e tendo em conta que muita da tecnologia usada para o processo já existe, a captura de carbono deverá custar entre 94 e 232 dólares por toneladas de CO2 retirada do ar. Isto é cerca 70 a 80 por cento mais barato que o previsto pela rival suíça Climeworks, que custa entre 325 e 900 euros. O principal obstáculo para a redução de preço tem sido o custo da energia, prevendo-se que seja possível fazê-lo com recurso a energia elétrica ou gás natural.

Esta tecnologia necessita de um material absorvente para retirar o CO2 do ar. Este é depois reaproveitado para o fabrico de novos combustíveis ou de químicos para uso agrícola, reaproveitando um produto da queima de combustíveis de modo a beneficiar seres humanos novamente. O interesse neste setor é imenso, tanto que até um aluno do ensino secundário inventou um processo semelhante nos Estados Unidos e fundou uma empresa, a Innovator Energy, com a ajuda do pai.