Uma solução para a acumulação de resíduos de plástico, como sacos e garrafas, poderá resultar também no seu aproveitamento para gerar combustíveis menos poluentes e com maior potencial energético. Pelo menos, é esta a proposta descrita num estudo, publicado pelo Centro de Engenharia Terrestre da Universidade da Cidade de Nova York.

De acordo com dados de 2015, dos 6300 milhões de toneladas de lixo plástico gerado pelos Estados Unidos, apenas 9% é reciclado, 12% é incinerado e 79 por cento é acumulado em aterros sanitários. O estudo dos investigadores universitários defende que este lixo plástico tem um grande potencial energético, que pode ser transformado em combustível através do processo de gaseificação.

Este processo, geralmente feito com restos de madeira ou outras formas de biomassa, passa por várias etapas, primeiro a secagem, em que a biomassa é aquecida a 100 graus; segue-se a pirólise, em que as partes voláteis são transformadas em vapor e as partes sólidas transformadas em fragmentos, a uma temperatura de 300 graus; o processo de combustão cria dióxido de carbono necessário para a parte final; finalmente, a gaseificação causa uma reação cujo produto final é gás de síntese.

Este gás de síntese pode ser usado como combustível, queimando a temperaturas mais elevadas que o normal, ou podendo ser usado na produção de metanol ou hidrogénio para células de combustível. Durante a Segunda Guerra Mundial, este gás de síntese foi um substituto para a gasolina, aproveitando o gasogénio para transformar materiais num combustível compatível com motores de combustão.