De acordo com Thomas Münzel, um dos autores do estudo, “podemos afirmar que as micropartículas têm um papel importante na quantidade de danos causados pela poluição. Estamos particularmente preocupados com poeiras ultrafinas, partículas que têm o tamanho de um vírus. Quando estas poeiras são inaladas, entram imediatamente na corrente sanguínea através dos pulmões e instalam-se nas paredes dos vasos sanguíneos, causando inflamações locais”. Ao fim de algum tempo, estas inflamações evoluem par aterosclerose e podem causar um enfarto do miocárdio, paragem cardíaca e arritmia. Münzel ficou surpreendido por serem as micropartículas e não o dióxido de azoto a ter o efeito mais nefasto para as funções vasculares.
Outros participantes no grupo que conduziu o estudo acrescentaram que continua a ser importante reduzir cada vez mais as emissões poluentes do tráfego automóvel, mas também da indústria e da agricultura, que se concentram ao nível em que podem ser respiradas por seres vivos. Também vai ser importante combinar os dados sobre poluição atmosférica com os efeitos nocivos da poluição sonora, para um tratamento mais eficaz das causas de doenças cardiovasculares.