O sinal STOP: Como surgiu e porque tem essa forma

Pare um pouco para ler a história deste sinal com um formato singular que o torna facilmente identificável. Com mais de um século a alertar os condutores, aqui fica a história do sinal STOP.

Em praticamente todos os locais do planeta, existe um sinal que, mesmo visto de trás, qualquer condutor identifica facilmente. Falamos, obviamente, do sinal Stop, pois a sua forma octogonal é utilizada em quase todo o mundo, e representa em todas as estradas a obrigação de parar e ceder a passagem a todos os automóveis das restantes vias. Saiba agora como surgiu e quando foi adotado em todo o planeta este símbolo.

Esta história começa nos primórdios do século passado, quando automóveis, pessoas e carroças partilhavam a estrada sem qualquer regra. O que, como deve perceber, era uma verdadeira confusão. Daí que nos Estados Unidos tenha surgido a necessidade de implementar legislação a regulamentar o comportamento nas estradas. O protagonista da história é William Phelps End, a quem se atribui a invenção do conceito das interseções de via e também do sinal STOP, essencial para este e outros cenários do trânsito. A primeira vez que este símbolo surgIU foi em 1915, na cidade de Detroit, mas era muito diferente do que conhecemos hoje.

Por se tratar apenas de uma placa branca com as letras a preto, este primeiro Sinal STOP passava despercebido da maior parte dos condutores, algo que obrigou à intervenção das autoridades em 1923. Assim, para que ele fosse facilmente inteligível, tornou-se no único a ter uma forma octogonal. Algo que, ainda hoje, permite a todos os utentes identificar de forma praticamente intuitiva a sua presença.

Quanto à escolha da cor, ela também tem um passado curioso. Depois do primeiro Sinal STOP “a preto e branco”, a intenção das autoridades americanas era já recorrer à cor vermelha na revisão das leis rodoviárias de 1935, mas a falta de um material com elevada durabilidade impossibilitou essa escolha. Assim, ele foi criado com as letras em cor preta sobre um fundo amarelo, mas apenas até 1954, quando ganhou o seu aspeto final e a combinação entre o vermelho e o branco.

A adoção internacional surgiu em 1968, na Convenção de Sinais e Sinalização Rodoviária realizada em Viena. Aqui foi decidido que ele, entre as oito categorias existentes, iria pertencer à das Prioridades, seria fabricado em materiais retrorrefletores e poderia assumir dois formatos diferentes. O primeiro, mais utilizado internacionalmente, é o B2a, com forma octogonal, a que se junta o B2b com um triângulo invertido no interior de um círculo. Além disso, decidiu-se que ele surgiria com a indicação para parar em inglês, como o STOP que é utilizado em Portugal, ou na língua local, como o PARE que é utilizado em vários locais da América do Sul como o Brasil. Destaque ainda para algumas variações mais criativas que encontra na fotogaleria superior, como é o caso da Etiópia, Japão, Nepal e Papua Nova Guiné, e para alguns antigos sinais descontinuados, na segunda galeria de fotos do artigo.

Fonte e fotos: Wikipedia (Link1 e Link2)

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