Nissan irá abandonar o Diesel na Europa de forma faseada

Pedro Junceiro
Pedro Junceiro
Editor Conteúdos

A Nissan poderá vir a ser o próximo construtor automóvel a abdicar das motorizações Diesel na sua gama de automóveis de passageiros. A informação é avançada pelo site Automotive News Europe, que aponta a redução da procura desta tecnologia e as cada vez maiores restrições da Europa sobre o Diesel como causas. Contactado pelo Motor24, porta-voz da Nissan em Portugal garante ainda não ter informações sobre o assunto.

No passado Salão de Genebra, a Toyota anunciou a descontinuação dos seus motores Diesel nos veículos ligeiros de passageiros até ao final de 2018 no mercado europeu, antevendo a imposição cada vez maior de restrições nas grandes cidades e, também, a redução da procura por parte dos condutores.

Contudo, embora conceda que os Diesel também irão ser eliminados das suas gamas, a Nissan, por via de uma porta-voz citada pela Automotive News Europe, não estabelece uma data para o efeito, salientando-se que será uma questão faseada. Poderá, ainda assim, ser uma medida tomada na renovação cíclica de cada modelo.

“Juntamente com outros construtores e entidades da indústria, nós conseguimos ver o declínio progressivo do Diesel, mas não antecipamos o seu final a curto-prazo. Neste ponto no tempo e para muitos clientes, os motores Diesel modernos vão continuar a ser alvo de procura e vão estar disponíveis entre a oferta das motorizações da Nissan”, indica a fonte ouvida por aquele site.

Ou seja, por enquanto, a marca irá continuar a oferecer veículos Diesel no mercado europeu, embora também pretenda aumentar o seu foco nos veículos elétricos.

Na Europa, ao longo do primeiro trimestre, de acordo com a Associação Europeia de Construtores Automóveis (ACEA), vendeu-se um total de 17.574 unidades eletrificadas, entre 100% elétricos, pilha de combustível, Plug-in e veículos com extensores de autonomia. O aumento das vendas dos veículos eletrificados (elétricos e Plug-in híbridos) foi de 41%, com os elétricos puros a crescerem 35% e os Plug-in híbridos 47%. Por outro lado, as vendas relacionadas com os automóveis alimentados por Diesel caíram 17%, totalizando 37,9% de todos os automóveis de passageiros vendidos na União Europeia.

A gasolina continua a ganhar espaço e representa um total de 55,5% do mercado europeu. Isto porque a queda na procura de veículos Diesel significou menos 322.622 unidades nas estradas (foram matriculados 1.574.333 de carros a gasóleo), ao passo que o número de carros a gasolina aumentou 14,6% de janeiro a março, cerca de 300.000 unidades a mais do que em igual período do ano passado (2.303.129 no total).

Em Portugal, também houve uma queda na procura de modelos Diesel, embora mais ténue, recuando 9,1%, ao passo que nos modelos a gasolina as matrículas cresceram 25,6%.

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