A exploração espacial necessita de evolução tecnológica constante, para poder lidar com os habitualmente associados, incluindo consumo energético, sistemas de suporte de vida e distâncias a percorrer. Mesmo assim, uma peça da Guerra Fria continua a ser usada nas viagens para fora da atmosfera terrestre: a Soyuz, a cápsula espacial russa, que está ao serviço há 50 anos e vai continuar a ser usada no futuro.

O desenho da Soyuz é simples. Um módulo orbital com espaço para até três pessoas (mas não esperem grande conforto), um módulo de reentrada na atmosfera e um módulo de serviço, que inclui motores, instrumentação e os painéis solares. A primeira viagem pilotada da Soyuz foi em abril de 1967 e terminou com a morte do seu piloto, Vladimir Kamarov, no regresso à Terra.

A tecnologia da Soyuz tem evoluído de geração para geração, mesmo depois da dissolução da União Soviética e da continuação do programa espacial pela Rússia. Atualmente, está de serviço a Soyuz MS, décima geração da cápsula especial. Mas o desenho básico mantém-se, com um peso total à volta das sete toneladas e um comprimento de sete toneladas e meia. O módulo orbital em si tem um volume interno de cinco metros cúbicos.

A MS recebeu painéis solares mais eficiente e um computador muito mais compacto e leve, enquanto alguns sistemas de controlo, como a acoplagem e o motor, foram equipados com sistemas de redundância. A Soyuz é o veículo principal de transporte para a Estação Espacial Internacional, e o seu design básico também é usado pelas agências espaciais da China e Índia.

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