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Portugueses são ‘campeões’ no excesso de velocidade

Os portugueses admitem conduzir acima dos limites de velocidade mais do que os condutores de outros países europeus, de acordo com um estudo revelado esta semana pela companhia de seguros Liberty Mutual, que aponta esse e outros comportamentos de risco quando estão ao volante.

O estudo “Global Driving Safety Survey” aponta o excesso de velocidade e a utilização do telemóvel como os principais comportamentos de risco entre os portugueses: 81% dos inquiridos admite conduzir em excesso de velocidade com frequência e 74% confessa que utiliza o telemóvel durante a condução – taxas mais elevadas quando comparando com as respostas dos condutores dos outros países abrangidos pelo estudo (Espanha, França, Irlanda, Reino Unido e Estados Unidos).

“Este estudo foi desenvolvido no sentido de avaliar o comportamento e as atitudes dos condutores em seis países onde a seguradora está presente – Portugal, Espanha, França, Irlanda, Reino Unido e Estados Unidos – tendo em consideração as respostas de 5004 europeus e 3006 norte-americanos. Esperamos que os resultados sirvam para tirar conclusões importantes e que sejam o mote de medidas a tomar para impedir futuros acidentes nas estradas”, refere Mike Sample, especialista em segurança de condução e consultor técnico da Liberty Mutual.

Entre os países analisados, Portugal destaca-se entre os europeus onde os condutores assumem mais comportamentos de risco, mesmo que as respostas aos itens tenha sido dividida entre ‘Com muita frequência’ e ‘Algumas vezes’. Neste âmbito, 32% dos portugueses admite conduzir em excesso de velocidade ‘com muita frequência’ e 81% ‘algumas vezes’.

Sob esta mesma metodologia, a condução agressiva é praticada em 12% e 51%, respetivamente, e não parar num semáforo vermelho ou num sinal de STOP ocorre em 6% e 41%, respetivamente Quanto ao telemóvel, 15% admite usar o mesmo na condução ‘com muita frequência’ e 45% ‘algumas vezes’, mesmo conhecendo a elevada perigosidade desta operação.

Outros dados apontam para o transporte de condução sem cinto (7% ‘com muita frequência’ e 13% ‘algumas vezes’), conduzir cansado (18% e 63%), conduzir distraído (18% e 59%) e conduzir em modo multi-tasking, ou seja, prestando atenção ou fazendo diferentes ações (15% e 49%).

Quando analisadas as principais distrações durante a condução, os condutores de Portugal (50%) e Espanha (56%) são dos que mais admitem distrair-se com o telemóvel durante a condução em comparação com os franceses (27%), irlandeses (25%) e ingleses (18%).

Já no que diz respeito a conduzir acima dos limites de velocidade impostos por lei – em situação de atraso – os americanos são os que mais o fazem (51%), seguidos dos franceses (44%), portugueses e irlandeses (ambos 42%), ingleses (36%) e espanhóis (33%). Já a acelerar nos sinais amarelos, os portugueses vão à frente (47%), seguidos dos americanos (40%), franceses (36%), irlandeses (35%), e espanhóis e ingleses (ambos 32%). Para os condutores portugueses, o maior motivo desses atrasos é o trânsito inesperado, o que os leva a tomar atitudes de risco.

Analisando exclusivamente a utilização do telemóvel, 74% dos entrevistados portugueses admite utilizar o telemóvel durante a condução, mais do que os condutores de todos os países abrangidos pelo estudo. Destes, 83% são millennials, 76% são da geração X e 62% são baby boomers. Quanto às formas de utilização do telemóvel, 69% dos portugueses admite olhar para mensagens e chamadas que está a receber, 52% olha para as notificações, 26% lê e-mails e mensagens, 25% faz e envia mensagens de áudio, 20% utiliza apps, 19% envia e-mails e mensagens e 18% utiliza apps de redes sociais.

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