As máquinas infernais da Bugatti têm todas três pontos em comum

01/08/2019

Quatro turbos, tração integral e estrutura em fibra de carbono: eis o material que transforma qualquer desportivo num modelo de culto e foi precisamente isso que a Bugatti alcançou com três dos seus modelos, o EB110 da década de 1990, o Veyron dos anos 2000 e o Chiron da atualidade.

No início da década de 1990, mais concretamente, em 1991, a Bugatti surpreendia o mundo com o EB110, um superdesportivo que rompia as regras, criado e desenvolvido pelo entusiasta Romano Artioli, sem antecessores ou moldes estabelecidos. Tudo era novo, como o motor V12 de 3.5 litros com quatro turbos, além de sistema de tração integral permanente. A potência total era de 560 CV no EB110 GT e 611 CV na versão SS. A aceleração dos zero aos 100 km/h cumpria-se em 3,3 segundos, para uma velocidade máxima que atingia os 351 km/h.

Até 1995, o modelo desportivo foi produzido de forma artesanal em Itália, em Campogalliano, por uma razão de aproveitamento simbiótico: próximo de outras marcas desportivas como a Ferrari, Lamborghini, DeTomaso ou Maserati, era mais fácil à Bugatti, uma marca francesa, encontrar pessoal especializado na área. No entanto, com as condições financeiras da companhia a degradarem-se, o projeto viria a ser abandonado após 128 unidades concebidas.

O período de interrupção no campo dos superdesportivos da Bugatti durou até cerca de 20 anos depois. Em 2005, a Bugatti lançou o Veyron, um modelo que disponibilizando mais de 1000 CV de potência voltou a surpreender a indústria automóvel, graças a um motor W16 de 8.0 litros com quatro turbos e, uma vez mais, com tração integral. Desta feita, a produção teve lugar em Molsheim, em França, onde Ettore Bugatti fundou a companhia gaulesa. A velocidade de ponta anunciada superava já os 400 km/h, sendo o modelo de produção em série mais rápido durante muito tempo. A sua produção terminou em 2015, sendo apenas em 2016 que a Bugatti anunciou o Chiron, substituto do Veyron.

Depois de muitos rumores quanto à hipótese híbrida, a Bugatti optou pela mesma receita do Veyron, ou seja, um motor W16 de 8.0 litros capaz de debitar mais impressionantes 1500 CV e 1600 Nm de binário. Oom estes valores conseguia acelerar dos zero aos 100 km/h em meros 2,4 segundos, cruzando os 200 km/h em 6,1 segundos e os 300 km/h em 13,1 segundos. Já a velocidade máxima anunciada é de 420 km/h, uma tarefa que os pneus estão a ter dificuldade em acompanhar.

Outro ponto em comum entre os três carros é a denominação evocativa da história da marca: o nome EB110 fazia alusão direta ao 110º aniversário de Ettore Bugatti, enquanto o Veyron prestava homenagem a Pierre Veyron, piloto francês que venceu as 24 Horas de Le Mans e que esteve ao serviço da marca entre 1933 e 1953. Por fim, Chiron evoca um outro piloto icónico na história da marca, Louis Chiron, um monegasco que competiu com a Bugatti entre 1926 e 1933.

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