Jeremy Clarkson construíu toda a sua carreira como apresentador televisivo em volta das suas habilidades ao volante. Como amante de carros à moda antiga, era de se esperar que não ia gostar muito da ideia de carros que se conduzem a si próprios. E agora o apresentador britânico pôde confirmar os seus medos em primeira mão.

Clarkson escreveu a sua mais recente coluna no jornal britânico Times a criticar a insistência das autoridades britânicas de trânsito em querer introduzir automóveis autónomos nas estradas até 2021. Como exemplo de que a indústria automóvel não está pronta para isso, descreveu a sua experiência recente ao volante de um carro com capacidades semi-autónomas, onde explicou que “no espaço de 80 km, na auto-estrada M4, o carro fez dois erros que poderiam ter resultado num acidente mortal”.

Para o apresentador britânico, os automóveis autónomos só vão ser confiáveis “quando conseguirem fazer a Estrada da Morte, na Bolívia. Experimentem andar lá, de braços cruzados, enquanto passam um camião com metade da roda sobre um precipício de 300 metros, e eu compro um”.